terça-feira, 9 de junho de 2009

Edições especiais celebram 40 anos de Woodstock

Box com seis CDs, além de nova versão de documentário, revivem polêmicas e resgatam momentos e faixas nunca antes divulgadas

Duas recheadas produções marcam o aniversário de 40 anos do lendário festival Woodstock: a nova versão do DVD Woodstock: 3 Days of Peace and Music e a caixa com seis CDs Woodstock - 40 Years On: Back To Yasgur's Farm.

Com lançamento nesta terça-feira, o DVD na versão The Director's Cut se impõe como o documentário definitivo do evento histórico ocorrido em 1969. Já a caixa com os CDs reúne todos os grandes e médios nomes da celebração flower power, seguindo a ordem cronológica dos shows e mantendo a interação dos artistas com o público durante as apresentações.

Joe Cocker, Johnny Winter, inéditas de Arlo Guthrie e do Mountain, Jimi Hendrix, The Who, Jefferson Airplane e Creedence Clearwater Revival são algumas das pérolas entre os dinossauros do rock. A intenção da gravadora Rhino e dos produtores Andy Zax e Mason Williams foi ser o mais fiel possível ao espírito do evento, por isso a masterização é cristalina, e, a edição, comedida.

Ao todo, 38 das 77 faixas são inéditas, todas tiradas dos rolos originais, e o lançamento, que vem com encarte caprichado trazendo todo o set-list, está previsto para 18 de agosto.

Fonte: skolbeats

Veja também: Novo filme de Ang Lee revive invasão hippie no festival de Woodstock

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Pessoas "do bem" também usam drogas

Grupo britânico de direitos civis pede o fim das ovelhas-negras

O grupo britânico de direitos civis Release lançou na última semana uma campanha cujo pôster nos ônibus londrinos carregam a mensagem "Nice People Take Drugs" (algo como "boas pessoas usam drogas"), pedindo um fim para o estilo "demonizador" usado normalmente contra o usuário na guerra ao consumo e tráfico de substâncias consideradas ilícitas.

"Todos os tipos de pessoas usam drogas", disse o diretor da Release, Sebastian Saville. "A constante associação na política e na mídia das drogas com palavras como 'ruim' e 'vergonhoso' simplesmente não reflete as experiências que as pessoas têm".

"Precisamos mudar a percepção que as pessoas têm de que usuários de drogas são 'maus', continua Saville, "Mais de um terço da população adulta do Reino Unido já usou drogas ilegais. O maior risco que essas pessoas sofrem, de longe, é a criminalização e o estigma".

A nova campanha da Release começou 17 anos após Richard L Miller publicar seu livro definitivo sobre o combate às drogas The Case of Legalizing Drugs, onde o autor nota que as leis pretendem mais o controle social do que a proteção dos cidadãos.

O respeitado psicólogo apontou que a criminalização dos usuários faz com que ignora-los seja mais fácil do que lidar com a sua situação, permitindo que políticos unam uma diversidade de pessoas em uma massa comum, definida pelo medo do "outro mau".

"Paradoxalmente o 'outro mau' serve para definir o bem. Fanáticos olham para um usuário de drogas e dizem 'nós não somos assim'", ele afirma, "Cidadãos precisam ter certeza de que sua conduta é correta. Essa certeza vem do testemunho do exemplo negativo de ovelhas-negras, que servem como exemplo das consequências de seu comportamento desvirtuado. Sem ovelhas-negras, os cidadãos ficariam sem certeza de sua correção. Na realidade a legislação ataca os usuários de drogas por questionar os valores da classe média. Esse é o crime real", conclui o Dr Miller.

Mesmo com a ótima análise do livro, pouco mudou em todos esses anos, como prova a declaração do antigo Primeiro Ministro da Austrália, John Howard, de que "nós temos que tirar o glamour as drogas, parando de chama-las de "drogas recreativas" ou "drogas de festa". Todas as drogas são ruins", ele declarou em um discurso em Brisbaine. "Elas são ruins, todas, e todos temos que assumir o compromisso de condenar socialmente o seu uso", completou.

Por: Jonty Skrufff - rraurl

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

DVD explora as transformações do Depeche Mode

Sem o envolvimento dos membros da banda, produção do documentário oferece uma visão analítica com foco nas mudanças ocorridas na música do DM, e nem tanto em seus conflitos pessoais

The Dark Progression chega ao mercado num momento em que o Depeche Mode vive outro capítulo de superação na história da música. O novíssimo documentário, com lançamento na próxima semana no dia 16, assinala a importância da banda nos rumos do rock eletrônico enquanto seu recente álbum, o vibrante Sounds Of The Universe, repercute bem por aí.

Eles continuam sendo muito populares e relevantes depois de 30 anos na ativa, entre pausas e conflitos. No filme, toda a carreira do Depeche é refeita, culminando com a saída de Alan Wilder em 1995, momento de enorme sucesso no mainstream e também de grandes mudanças pessoais na banda.

Entre as faixas inclusas no DVD estão "Just Can't Get Enough", "People Are People", "Stripped", "Never Let Me Down Again", "Strangelove", "Personal Jesus", "Enjoy The Silence", "Walking In My Shoes" e "I Feel You". O DVD traz entrevistas com todos os membros e a colaboração de amigos e contemporâneos do grupo como Gary Numan, o biógrafo deles Jonathan Miller, experts em música eletrônica como Davi Stubbs, e os produtores Gareth Jones e Steve Lyon.

Passagens retratam o flerte no início da carreira com o new romantic, a concepção urbano-industrial de Construction Time Again e Some Great Reward, até o obscuro clima de discos como Black Celebration, Music For The Masses e Violator. E a montagem faz isso através de performances raras dos músicos ao longo da carreira, videoclipes, notícias e imagens de arquivo numa rica seleção de material.

Por: Eduardo Ribeiro - skolbeats

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domingo, 7 de junho de 2009

Vinil, você ainda tem um desses? Ou nem de graça?

Desde que a nostalgia virou moda e ser indie é bem bacaninha o vinil deixou as feiras de barganha e, novamente, deu as caras por aqui - mesmo que com certa timidez. Até dizem que a vitrola e o bolachão podem voltar a ser objeto de desejo nas vitrines...

Não a toa, os criadores do projeto Record Store Day continuam na luta para incentivar a venda de discos de vinil. E, agora no próximo dia 20 de junho, vem mais uma iniciativa: a primeira edição do Vinyl Saturday, um dia onde as lojas independentes dos Estados Unidos e da Europa oferecem o material gratuitamente.

Record Store Day partiu da vontade de um grupo de empresários independentes americanos, e teve a sua primeira edição no dia 18 de abril deste ano. Com um objetivo simples: incentivar não só o mercado americano e europeu, mas contaminar o resto do mundo a criar eventos desse tipo. E, em contrapartida, promover junto às gravadoras lançamentos e edições limitadas para a data.

É legal lembrar que a primeira edição do evento não foi apenas bem recebida pelo público, mas também garantiu o apoio de vários artistas e organizadores, podendo assim continuar com a ação e ampliar as apostas do projeto. Agora a iniciativa, que antes ocorreria anualmente, será realizada no terceiro sábado de cada mês.

Com isso na cabeça, fui atrás de pessoas que ainda compram vinis, a busca foi rápida e em poucos minutos encontrei compradores e assíduos ouvintes de vitrola. Afinal, com tanta tecnologia a troco de quê um evento desse tipo faria sentido? As respostas não variaram muito. Os pontos levantados, na maioria, é que além dos discos serem baratos e esteticamente bonitos, a qualidade do som grave é bem maior do que a encontrada no CD. Fora que a vitrola, ou toca-discos, ainda consegue ser um objeto decorativo para o ambiente.

O legal é que existem títulos incríveis que podem ser encontrados em sebos, e num preço quase simbólico. Um amigo contou que havia comprado naquela mesma tarde a Sinfonia de Beethoven pela bagatela de R$ 1 mísero real.

Outro dia o jornal britânico New Musical Express publicou uma matéria sobre o assunto, dizendo que mais de quinhentas lojas de discos fecharam suas portas no Reino Unido, nos últimos dois anos. Hoje, com a possibilidade de download gratuito, essa é a realidade de qualquer lugar do mundo. Para muitos, o comodismo de se fazer tudo em casa tirou o consumidor das lojas de discos, o objeto físico do vinil ou até mesmo do CD virou peça de colecionadores e fanáticos pelos formatos.

Assim, o mais importante de ações como o Record Store Day é trazer novamente vida ao vinil, e não deixar que ele se torne apenas um objeto empoeirado de museu.

Por: Paula Romano - Essential

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

(track) Neelix - I Didn`t Mean To Cry

Dezesseis horas até Belo Horizonte e outras 17 de volta para Curitiba... mas valeu a pena. Neelix foi o nome da edição mineira da Tribe, que aconteceu no último final de semana.

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Top 5 músicas sobre tecnologia

Ela está por todos os lados, até mesmo nas letras das canções

A tecnologia se encontra cada dia mais e mais presente em nossas vidas. Por mais que a gente nem pense nisso, a internet, o celular, os códigos de barra, emails, web sites, blogs, e outras recentes modalidades tecnológicas nos influenciam e nos modificam por dentro. Usando como inspiração as novas formas de comunicação, diversas bandas e artistas escreveram músicas que debatem o tema, levantando os pontos positivos e negativos da vida digital.

Impossível de passar incólume, a tecnologia causa reação musical em cadeia que atinge quase todos os tipos de artistas desde punks a modernos do eletrônico, e até mesmo compositores da MPB.


1. Daft Punk - "Technologic"


A dupla francesa (no destaque), formada por Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter, lançou a faixa "Technologic" em 2004, no disco Human After All. A letra cita aleatóreamente uma série de itens parte da nossa vida moderna, cantados por vocais robóticos ao ritmo das batidas dançantes.
"Navegue, faça scroll, passe, clique / Atravesse, destrave, troque, atualize / Nomeie, leia, ajuste, imprima / Escaneie, envie, passe um fax - renomeie / Toque, leve, pague, assista / Gire, deixe, comece, formate."

2. Datarock - "The Blog"
A banda de electro rock norueguesa Datarock abre seu último álbum, Red (2009), no ritmo da tecnologia com a intensa faixa "The Blog". Mais uma vez, vocais robóticos dão o tom tecnológico ao intro. Conforme a faixa cresce em proporções massivas, os vocais de Fredrik Saroea são intercalados aos samples de discursos dos papas da informática e da World Wide Web: Bill Gates, Steve Jobs e Tim Berners-Lee.

3. Gilberto Gil - "Pela Internet"
Paro o bem ou para o mal, o ministro da cultura e compositor Gilberto Gil foi o primeiro artista a introduzir termos como gigabytes e web site ao cancioneiro popular brasileiro. O artista discute ao longo das letras de "Pela internet" os benéficos proporcionados pela World Wide Web e como ela une diferentes mundos e culturas.
"Criar meu web site / Fazer minha home-page / Com quantos gigabytes se faz uma jangada / Um barco que veleja ... / Que veleje nesse informar / Que aproveite a vazante da infomaré / Que leve um oriki do meu orixá /Ao porto de um disquete de um micro em Taipé".

4. Anthony Rother - "Little Computer People"
Aficionado por equipamentos eletrônicos e sintetizadores, o papa do electro Anthony Rother carrega consigo, em suas turnês, por volta de 200 quilos em parafernálias para fazer seu live de música eletrônica. Nada mais natural para ele do que escrever uma faixa sobre as "Pessoinhas do computador / Que vivem em um mundo digital..." regada a vozes robóticas e melodias 8bit, tipo videogame. A faixa saiu no boxset This is Electro, em 2005.

5. Bad Religion - "21st Century (Digital Boy)"
O Bad Religion (foto menor) escreveu este hino do punk rock por volta de 1988, era pré-febre tecnológica, quando já antecipava como seria o futuro de um garoto no século 21. Porém, a faixa só foi lançada em 1990, no quinto álbum da banda, Against The Grain. A letra é um protesto à vida moderna digitalizada e uma rejeição ao consumismo.
"...E eu não quero / As coisas que você está me oferecendo / Código de barras simbolizado, rápida identificação, oh yeah! / Porque eu sou um garoto digital do século 21 / Eu não sei como viver mas eu tenho vários brinquedos / Meu pai é um preguiçoso intelectual de classe média / Minha mãe usa valium, tão ineficaz / A vida não é um mistério, yeah?"

Por Flavinha Campos - skolbeats

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

(fotos) Tribe Belo Horizonte - 30.05

No último sábado (30) aconteceu em Belo Horizonte a segunda Tribe do ano – a primeira foi a Tribe Moon, realizada em São Paulo no mês de Maio – decidi enfrentar as 16h de ônibus que separam Curitiba da capital mineira para conhecer um pouco das festas e do público lá de cima.

Veja algumas fotos....

Mais:
www.hleranafesta.com.br
www.portalmivi.com.br

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terça-feira, 2 de junho de 2009

(entrevista) Layo & Bushwacka

Layo Paskin e Mathew Bushwacka são os ingleses ex-proprietários do lendário club The End. Bushwacka é um percussionista formado pela Escola da Orquestra Sinfônica de Londres, enquanto Layo iniciou sua carreira no mundo da música através do acid house, no fim dos anos 80. Em 1990 começaram a produzir juntos arrematando residências em clubs no mundo inteiro.

Os ingleses ficaram conhecidos por incorporar em seu som diversos elementos como jazz, techno, pop e até ópera! Recentemente lançaram o seu novo single “Dromederie”, que tem como principal característica a direta influência da música espanhola e de elementos da música flamenca.

Confira a entrevista cedida a Tribe!

Pesquisando sobre vocês no myspace, escutamos suas músicas e percebemos que são tracks bastante estilosas, vocês têm ótimas influências. Quando escutamos sua música imaginamos pessoas lindas dançando em frente a vocês. Descreva um pouco sobre suas produções e o público que segue seu trabalho.
O que você quer dizer com estilosas? Com classe, é isso? Muito obrigado pelo elogio… Nós gostamos de fazer música com sentimento, com uma visão de nós mesmos, mas também buscando saber o que vai funcionar nas pistas para fazer o público dançar. Acredito que o público que conhece nosso trabalho, através dos álbuns e singles, sabe que fazemos algo com qualidade e de corpo e alma.

O single “Dromederie” tem influências da música flamenca e espanhola, nos conte sobre como você mistura tudo. Quais as influências para produzir este single?
Esta track realmente tem influências da música flamenca, amamos este ritmo e inserimos os padrões da castanhola na batida eletrônica. Isto proporciona uma incrível base para o resto da faixa, pretendemos fazer outro mix desta série. As influências vêm das viagens que fazemos em países latinos.

Como vocês vêem a cena eletrônica em Londres? Quais os clubs interessantes por aí? Existe alguma rave ainda em Londres?
Londres está sempre mudando, nos últimos 2 anos houve o fechamento de alguns clubs por diversas razões e o club The End, do qual éramos sócios, fechou pois haviam muitas Warehouse Parties acontecendo no leste e no sul de Londres. Mas é claro que ainda existem grandes clubs mas não onde existe o grande movimento da música eletrônica, de qualquer forma há muitas novas casas que estão para inaugurar em breve. Raves também têm, mas não como antigamente e não como a Tribe por exemplo.

“The End” não existe mais, por que escolheram este nome? Quando criaram o nome já sabiam que o club iria fechar em dez anos?
O nome foi criado por uma pessoa que conhecíamos, nós gostamos da singularidade deste nome, fechamos o club depois de 13 anos e não 10, e não sabíamos que iria fechar numa data específica, achávamos que duraria até menos tempo, mas foi uma jornada incrível.

Vocês começaram a tocar em 1990, na opinião de vocês, quais as grandes mudanças no mercado da e-music até os dias atuais?
Bom, a principal mudança é o modo como as pessoas compartilham e compram as músicas. Isso mudou completamente a indústria fonográfica, em 1990 não podíamos imaginar que em questão de segundos poderíamos enviar pela internet nossa última produção para Londres inteira, para todo Brasil, para o mundo todo! Hoje em dia quando viajo tenho em meu laptop mais de 6000 tracks disponíveis para eu tocar. Imagine tudo isso em CDs? Impossível!

Para a próxima turnê no Brasil, o que estão preparando?
Nós tocaremos somente músicas de nossa autoria e estamos preparando várias tracks inéditas, será um show único e muito especial.

Por: Bruna Armani - Grupo No Limits

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tech-house quer dizer o que mesmo?

Lá pelo meio dos anos 90, o veterano DJ londrino Mr. C (na foto ao lado) inventou um novo termo musical: tech-house.

"O tech-house é o último bastião da cultura acid house. A vibe toda é sobre algo novo, algo inovador, um pouco eletrônico, novos sons, novas sensações, tudo é possível. Não existem fronteiras. Isso é que é bom no gênero tech-house. Ele pode ser hard techno. Ele pode ser breaks. Ele pode ser electro", disse Mr. C numa entrevista em 2000.

Nos dias de hoje, o termo "tech-house" está na boca do povo como nunca esteve. Sim, porque tech-house pode ser antigo, mas ele nunca foi gênero "de massa". Sempre comeu pelas beiradas.

Só que o contexto é outro: tech-house é usado como grife mais do que como um manifesto ou conceito. Do mesmo jeito que se usava "electro" há alguns anos para tudo que era menos "bombator" e de BPM mais baixo, posto depois ocupado pelo termo "minimal", o lance agora é chamar tudo de "tech-house".

AR DE CONHECIMENTO?

Acho engraçado ouvir as pessoas falando tanto em "tech-house" pra cima e pra baixo, com convicção e ar de conhecimento. Eu, por exemplo, tenho muitas dificuldades em dizer com confiança onde começa e onde termina o "tech-house".

A prova é a seguinte: tente explicar o que é tech-house para alguém com conhecimento superficial de música eletrônica. Meus pais, por exemplo, ou algum amigo fã de rock. Eu consigo explicar para eles o techno. Consigo definir house. Breakbeat e trance, moleza. Agora tech-house é complicado.

Para quem está por dentro da música eletrônica, beleza. Eu diria algo mais ou menos assim: "BPMs na casa dos 130, groove retilíneo e vigoroso, adereços melódicos contidos, influências discretas de techno de Detroit, soul, jazz e eletrônica vintage, uma levada contínua sem grandes picos ou explosões."

Antigamente, eram discos como "Free At Last", do Simon, ou "Future", do Halo Varga. Boa parte das faixas do Circulation, Halo Varga, Terry Francis, Terry Lee Brown Jr., Layo & Bushwacka, Get Fucked, Azad Rizvi, entre outros. Hoje, citaria músicas de nomes como Guillaume & the Coutu Dumonts, Jamie Jones, The Mole, Seth Troxler, DJ T, Nick Curly, Simon Baker e John Tejada.

Mesmo assim, como ficam tantas faixas de house com alguns detalhes mais "techno". Ou tantos techno com uma pegada mais "house". Ou músicas de "prog" que tem um ritmo menos, erm, progressivo e uma leve influência de Detroit. Ou "Amelie", do Butch, no famoso remix do Format B. E o tal do "fidget house" não é também meio que um house "tech"?

Tech-house fase 2009 é a prova definitiva de como as etiquetas de gênero, tão caros à música eletrônica, se mesclaram e diluiram a ponto de não quererem dizer mais nada.

Então, para simplificar, acho que fica mais fácil fazer como todo mundo está fazendo: é tudo "tech-house", "O Som das Pistas Eletrônicas do Momento".

U-hu!

TECH-HOUSE ONTEM
Get Fucked - De Icing

Halo Varga - Future

Simon - Free At Last

Circulation - Red (A)

TECH-HOUSE HOJE
Sety - Mogane (Guillaume & The Coutu Dumonts remix)

Seth Troxler - The Student (Seth Troxler remix)

Jamie Jones & Simon Baker - Kaskazi (Original Mix)

Nick Curly - Say Something

Por: Camilo Rocha - rraurl

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Responsabilidade Social é a nova bandeira das raves

Ecologia, educação, alimentação e saúde são algumas das causas adotadas por eventos no mundo inteiro, e principalmente no Brasil

Nesta época em que ecologia e filantropia viraram preocupação de todos, diversos núcleos e eventos tentam minimizar os danos causados à natureza pelos homens. Através de suas baladas, ou se mobilizam para ajudar as populações de comunidades carentes próximas aos locais das raves, ou apoiam entidades que auxiliam no combate a doenças. Como, por exemplo, o grupo de DJs e organizadores britânicos que lançaram o projeto "Around The World in 80 Raves", traduzindo: a volta ao mundo em 80 raves.

O objetivo do projeto é realizar 80 eventos globais ao longo do segundo semestre, contando com 16 nomes de peso. Cada artista dará som em cinco festas. Os fundos angariados serão doados para o Cancer Research UK, o centro de pesquisa do câncer britânico.

Aqui no Brasil os núcleos de festas locais procuram ajudar como podem. Dá pra citar a rave Respect, que conta com a ação direta na pista de dança dos Reciclowns, grupo de palhaços que recolhem o lixo do dancefloor e educam o público com muito bom humor e palhaçadas. Eles têm por objetivo "distribuir mensagens de luz e amor e pedir respeito ao meio ambiente" - o que, segundo os Reciclowns, começa jogando o lixo no lugar certo.

Cortesia social
Já o Grupo No Limits, responsável pela organização das maiores raves e eventos ao ar livre do país, como Tribe, XXXPERIENCE, Orbital e Chemical Music Festival, entre outros, criou sua própria rede de responsabilidade social. A Rede Em Ação é um projeto que tem como pilares a educação, o combate à fome e a luta ambiental.

Grandes festivais são realizados em diferentes estados brasileiros, e destinam suas arrecadações para a Rede que distribui os alimentos, árvores e fundos dentre as ONGs e entidades regionais.Através das "cortesias sociais", arrecadadas nos eventos por 10 reais na pista e 20 na área VIP, os frequentadores podem colaborar.

Dentre as entidades e ONGs que recebem o auxílio da Rede Em Ação estão a Coeso - Sorocaba /SP, Funssol, Fasam, Sabapira - Itu/SP, Coeso - Belo Horizonte/MG, Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus, Novas trilhas - Pirapora do Bom Jesus/SP, Aliança de Misericórdia - São Paulo/SP e IBDN. Para se ter ideia de números e contribuições que essas ações geram, numa festa de 10 mil pessoas são arrecadadas cerca de oito toneladas.

Carbon free
Já em eventos maiores com 20 mil, eles recebem em torno de 16 toneladas. Além da cortesia social, na última edição da XXXPERIENCE em Curitiba, que atraiu 15 mil pessoas, o núcleo realizou um trabalho junto ao Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza (IBDN) para neutralizar sua emissão de gás carbônico durante a festa investindo no plantio de cerca de 800 árvores.

O cálculo foi feito pelo biólogo e avaliador ambiental Luis Menegat, do IBDN, com base em um Fator de Fixação de carbono das florestas do Paraná. O próximo passo do projeto é a XXXPERIENCE na Costa do Sauípi, entre os dias 2 e 5 de julho, onde uma ação semelhante será posta em prática.

+ info:
www.aroundtheworldin80raves.co.uk
www.redeemacao.com.br

Por: Flavinha Campos - skolbeats

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