sexta-feira, 8 de maio de 2009

Organização do Fullmoon cancela festival de forma exemplar

A lua cheia em julho será mais sem graça na Alemanha neste ano. O Fullmoon-Festival 2009, que aconteceria de 3 a 8 de julho, foi cancelado. A organização alega que, ainda que tivesse todas as permissões legais das autoridades da cidade de Wittstock, onde aconteceria o Festival, a responsabilidade em conceder o alvará passou das mãos das autoridades da região de Prignitz (onde fica Wittstock) para o estado de Brandenburg, que teria imposto uma nova lei no dia 1 de maio.

De acordo com o Fullmoon, esta lei exige que promotores de festivais entreguem relatórios extremamente detalhados de diferentes associações e instituições, que demorariam, pelo menos, oito semanas para ficarem prontos. Ainda que os advogados do Fullmoon conseguissem entregar os documentos nestas oito semanas, ou seja, no final de junho, o festival já estaria muito em cima da data para acontecer. Além disso, os organizadores não fechariam os contratos com os artistas sem antes ter a permissão das autoridades para a realização da festa.

“O risco para vocês e para nós seriam muito grandes neste caso. Nos últimos anos houve muitos exemplos negativos em que festivais foram cancelados pela polícia quando tudo já estava pronto e o público já estava dentro dos eventos – nós não queremos algo parecido com isso aqui”, diz o comunicado dos organizadores do Fullmoon.

Ao contrário do que acontece em muitos festivais, o Fullmoon adiou, dia após dia, a venda dos ingressos, até que tivesse uma posição definitiva sobre a permissão das autoridades. Assim, não terá que adotar nenhum esquema para devolução do dinheiro ao público. “Não é aceitável para nós vender os ingressos antes que condições básicas não estejam 100% seguras. Esta é a razão pela qual nós não tivemos outra escolha se não cancelar o FMF 2009

De olho na Lua Cheia do dia 26 de julho do próximo ano, o Fullmoon Festival 2010 já tem data marcada – isto se a lei não mudar novamente. Será entre os dias 22 a 27 de julho na cidade de Wittstock.

Por: Marcelo Fontenele - psyte

LEIA MAIS [...]

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Cena eletrônica na revista Rolling Stone

Após ler a matéria que a revista Rolling Stone havia lançado junto com a edição de Abril um encarte especial sobre música eletrônica, não tive dúvida rodei a cidade toda atrás da revista. Acabei achando apenas ontem e gostei do que encontrei.

Tá certo que achei que seria um encarte com mais páginas, mas as matérias que li dentro dele são bem interessantes e por isso nos próximos dias estarei postando-os aqui no blog.

Além desse encarte a revista em si tem duas reportagens que me chamaram a atenção. Um especial sobre os 15 anos de morte do Kurt Cobain e uma do ex-presidente Fernando Collor. Fica ai uma dica de leitura, mas tem que correr, pois daqui a pouco substituem pela edição de maio.

O futuro chegou: pode dançar

A música eletrônica era o som do futuro, com ruídos indescritíveis em ritmo acelerado gerado por maquinas. Os DJs eram apenas um detalhe, escondidos atrás de teclados, sintetizadores e baterias digitais tocadas em velocidade impossível de ser executada por humanos.

O futuro chegou. A música eletrônica é o som do presente. E o DJ ganhou status de artista e deu uma face humana ao movimento. No exterior e no Brasil, a cena eletrônica ganha novos adeptos e se firma como uma expressão artística inovadora, além de um negócio rentável.

Fonte: Cena Eletrônica (Encarte especial da revista Rolling Stone/Abril)

Amanhã: A música eletrônica, de Thomas Edison aos Mash-ups (Cláudia Assef)

LEIA MAIS [...]

A que ponto chegou a cultura DJ e quem está certo e/ou errado nessa história

Rola essa lenda que, em 1976, músicos que teoricamente não tocavam porra nenhuma chegaram pra tomar a música pop das mãos dos músicos que eram exímios em seus instrumentos e no auge da fama. Eu já ouvi isso um milhão de vezes das mais variadas formas. O punk rock demoliu o progressivo ou algo assim. Aí, viajo na história das festas que trazem “Não-DJs” e vendem isso como estilo. Foram Bar Secreto e fi lhotes em São Paulo. Foi o Bailinho, no Rio, que começou do nada, chegou ao MAM no verão inteiro, fi cou enorme e cria herdeiros de vários tipos.

A técnica é não mixar. Ou nem saber pra que servem os botões de um mixer. Um amigo dono de um clube me relatou uma situação onde um dos “Não-DJs” tocou por bastante tempo com o grave do canal do mixer todo fechado. Por engano, claro, já que o Não-DJ nem sabia que aquele botão tiraria todo o grave. Ou provavelmente nem sabia o que era grave ou agudo numa música. Mas e a pista enquanto isso? Ótima. E aí?

Aí que a música rola como elemento nem tão importante assim numa festa. Provavelmente festas assim acontecem o tempo todo e sempre aconteceram, e até aí nenhuma novidade. Mas o fato de as festas dos “Não-DJs” bombarem é uma grande contradição com algo que me chamaram outro dia pra participar e que foi surreal. Na tentativa super bem vinda de um projeto de lei pra regulamentar a profi ssão de DJ, surge um dinossauro que ninguém assume diretamente, que propõe que depois dessa lei só pode tocar como DJ quem for formado em algum curso regulamentado por uma instituição que essa lei nomearia. Enfi m, DJ só diplomado?

Um sindicato? Um comitê? Uma comissão? O projeto de lei sugere que essa entidade fi ctícia teria o poder inclusive de negar a licença de DJ pra quem eles acharem que não merece. Um debate foi convocado. Na MTV. Eu estava lá. É claro que, como isso é um absurdo, todos foram contra, até quem estaria lá pra defender a nova lei, incluindo o próprio senador Romeu Tuma, que encaminharia o projeto dentro do Legislativo.

A que ponto chegou a cultura DJ... Uma pequena parte crê que somente DJs diplomados deveriam ser autorizados a tocar e fazem inclusive analogias com as profi ssões de médico e piloto de avião. E do outro lado temos uma outra pequena parte, que faz o maior barulho trazendo festas nas quais um DJ profi ssional ser o condutor é uma ofensa. Alguém está errado?

Fight for your right to party ou party for your right to fi ght. Escolha o que você preferir, mas alguém querer achar que pode ter o poder de regulamentar a sua festa, a sua diversão, e ainda achar que pode ter o poder de veto em alguma festa que eu fi zer e chamar o meu vizinho surdo pra tocar é muita picaretagem e perda de tempo, né?

Dá até pra noiar e fi car pensando: será que a cultura DJ tá enchendo o saco pra parte do público? Ou será que o fato de a música eletrônica ter chegado tão fi rme no mainstream incomoda aquele que sempre curtiu justamente o caráter underground disso tudo? Momento crossroads total.

Texto: Dudu Marote - djmag
Fotos: Rodrigo Gomes

LEIA MAIS [...]

Projeto de ex-Planet Hemp, N.A.S.A faz audiovisual na Kaballah

Marcada para o próximo dia 20 de junho, no Kartódramo Arena Schincariol de Itu (SP), a próxima edição da Kaballah terá 19 artistas internacionais e nove brasileiros nos palcos Main Stage e Cocoon Stage. Entre os confirmados estão Megaband, Liquid Soul, Popof, Markus Fix, Style of Eye, e N.A.S.A., que tem como produtores o americano Squeak E. Clean, irmão do cineasta Spike Jonze, e o brasileiro Zegon, ex-dj do Planet Hemp.

Seguindo a expressão do projeto, o N.A.S.A., que foi uma das atrações do festival americano Coachella, deve trazer um show audiovisual com direito a extra-terrestres performáticos e dançarinas, numa mistura de origens do rock e do hip hop com a força do electro. O álbum de estréia "The Spirit of Apollo" tem nomes como Kanye West, Santogold e Seu Jorge como convidados especiais

Confira o line up da Kaballah:

Main Stage - Supported by Dance4Life
20:00 Zel
21:30 Waio
22:30 Perplex
23:30 Shanti
00:30 Megaband
02:00 Protoculture
03:00 Headroom
04:00 Liquid Soul
05:00 N.A.S.A.(EUA)
06:00 Amo + Navas
08:00 Popof
09:30 Dusty Kid
11:00 Pornrobot

Cocoon Stage:
20:00 Maris Risk 
22:00 Kenzo
23:30 Eli Iwasa
01:00 Gugha
02:30 Extrawelt (cocoon)
03:30 Style of Eye
05:30 Chris Tietjen (cocoon)
07:30 Markus Fix (cocoon)
09:30 Ratier b2b Accioly

Glocal Music Floor
20:00 Rael
22:00 Sallun
00:00 FMX
02:00 Zel
04:00 Chris
06:00 Soneca
08:00 Deustch
10:00 Pedro Gomide

Por: Marcelo Fontenele - psyte

LEIA MAIS [...]

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Obra do jovem Stephan Doitschinof vira filme e vídeo

Rola amanhã no MAM o lançamento do livro Calma - The Art of Stephan Doitschinoff, acompanhado da exibição do documentário Temporal

O livro Calma - The Art of Stephan Doitschinoff é mais um motivo para a geração que apareceu ao grande público junto com o nascimento da Galeria Choque Cultural celebrar. Um dos expoentes da arte intitulada "de rua", Stephan tem agora a chance de imortalizar seu trabalho através de dois registros que qualquer artista sonharia transformar em realidade, já que, além do belíssimo livro, há o lançamento do documentário Temporal.

A publicação, que documenta seu trabalho nos últimos três anos, é da editora alemã Gestalten, e conta com textos de Tristan Manco, artista inglês autor do livro Grafitti Brasil, entre outros títulos, e Carlo McCormick, crítico, curador e editor chefe da revista americana Paper Mag. O próprio Stephan Doitschinoff tem cinco contos sobre o seu trabalho diário na cidade de Lençóis, uma comunidade quilombola na Bahia onde morou por dois anos e desenvolveu um trabalho que incorporou a cultura local, mesclando imagens sacras e de cultura regional, caveiras e símbolos alquimistas.

As obras anteriores à experiência em Lençóis e a produção da época de sua residência artística na Inglaterra também estão no livro. Já o curta-metragem Temporal abrange a experiência artística de Stephan, que relata suas impressões, desafios e êxitos neste projeto. O filme conta com o patrocínio da Plastik e da Evoke. Confira a entrevista que Stephan deu ao Skol Beats:

Você pinta motivos religiosos por influência dos seus pais e da sua educação? Como vê a religião hoje em dia? Segue alguma?
Cresci em São Paulo, numa família fundamentalista cristã, meu pai era pastor de uma igreja evangélica protestante e minha mãe trabalhava lá também, por isso eu praticamente cresci dentro da igreja. Como minha família não tinha muitas posses, e minha mãe não tinha uma babá, eu e minhas irmãs fomos criados dentro da igreja e acabávamos assistindo todos os cultos da semana. Ainda hoje lembro de memória várias passagens da bíblia e músicas religiosas. Acho que isso tudo influencia bastante meu trabalho hoje em dia.

O que tirou da experiência de morar em Lençóis para o seu trabalho e para a vida?
Ainda não digeri a experiência e nem tive tempo de pensar muito nisso, foram dois anos e acabei de voltar. Por enquanto, o que dá pra sentir é a vontade de ir embora de São Paulo de novo.

Consegue pintar em São Paulo?
Acabo pintando ou desenhando em qualquer lugar. Se tem uma infra, eu vou desenvolver uma peça maior e mais elaborada. Quando estou viajando, normalmente levo um caderno e vou desenhando e escrevendo.

O que gosta de ouvir para pintar? A música te influencia?
Sim, bastante. Tenho ouvido um álbum que eu peguei recentemente do N.O.T.A, "None of the Above", que é muito bom. Fora isso, escuto muito JawBreaker , JFA, Morto Pela Escola, Immortal Technique. Umas apresentações antigas do Bill Hicks, alguns áudio books e spoken words também.

O que mais te influencia?
O que me influencia mais é o que eu estou lendo ou estudando, o lugar onde estou morando, o que atravessa a retina e as pessoas que eu gosto e com quem me relaciono.

Gosta de música eletrônica?
Sim, tenho ouvido muito MixHell, Baron Zen, Zero Zero, Ill Bill, Ratatat e The Faint.

Como é ser tão jovem e já ter um livro e um filme sobre sua obra?
É um honra, principalmente pela maneira como tudo foi feito e pela oportunidade de poder trabalhar e me envolver com profissionais que eu admiro muito, como o Pedro Inoue, que fez a direção de arte e a tipografia do livro CALMA, além de colaborar com o documentário Temporal. E também com o Jair Peres, a Sonia Onate, a Nicole Heiniger, o Rafael Jacinto da CIA de foto, o Tristan Manco, o Carlo McCormick, e o pessoal da Gestalten, MovieArt, Evoke e Plastik.

Tem vontade de usar outras técnicas, mudar seu estilo ou o tema (religião)?
Tenho vontade de trabalhar mais com objetos e com escultura. Já estou trabalhando em duas séries e em uma nova escultura que estará na minha próxima expo, em novembro.

+ info

www.stephandoit.com.br

Carol Ramos, texto
Sonia Onate
, foto

Fonte: skolbeats

LEIA MAIS [...]

terça-feira, 5 de maio de 2009

Desajustando os ponteiros para ficar Fora do Tempo

Os ravers de plantão, que gostam de embarcar em viagens cheias de quilometros e cores, estão contando os dias para a chegada de mais uma edição do Festival Fora Tempo. E, este ano, as areias da Chapada das Mesas, no estado do Maranhão, prometem carregar uma energia diferente. Isso porque a Usina Hidrelétrica de Estreito está alagando parte da praia onde é realizado o festival. Portanto, essa pode ser a última oportunidade de dançar trance sobre a Ilha dos Botes.

Os ideias do festival continuam os mesmos. Os organizadores encaram os cinco dias de festival como um momento de consciência humana – por meio das artes, da meditação e da convivência direta com a natureza. O local da festa é a Ilha dos Botes, na cidade de Carolina, no Maranhão. Carolina é porta de entrada para o complexo de cachoeiras e santuários ecológicos: a magnífica Chapada das Mesas!

O Festival Fora do Tempo não estampa suas propagandas em muitos lugares. Os organizadores são educados, mas dão a impressão de que se oferecer muita informação, a mística em torno dele se perde. Para eles a trilha sonora do festival é fundamental para as transformações, o ideal é resgatar o verdadeiro sentido da música, transformando a pista de dança em um legítimo ritual de re-ligação espiritual.

A estrutura montada para receber todos os convidados é projetada para causar o menor impacto à natureza local e, ao mesmo tempo, ser confortável aos participantes. Assim, mais uma vez, a margem do Rio Tocantins se tornará uma grande passarela de acesso às principais áreas do evento. Isso permite que as pessoas possam caminhar sem se preocuparem com o calor da areia nos pés. Devido ao sol típico de uma região tropical, serão construídas sombras suficientes para abrigar todo o público do evento.

A sustentabilidade e a espiritualidade são pontos muito valorizados. Há toda uma preocupação para a redução de resíduos materiais produzidos durante o festival, a promessa é de reutilização e reciclagem dos resíduos gerados. Tudo isso, como exemplo prático de disseminação de atitudes e práticas sustentáveis. Veja algumas da ações feitas para reduzir os danos à natureza:

- Utilização de papel reciclado na impressão de nossos "flyers" e revista oficial do evento.
- Separação do lixo em 4 categorias e encaminhamento desse para a reciclagem ou para adubagem da terra.
- Criação de banheiros secos, cujo material orgânico será em seguida encaminhado para fertilização da terra.

E, para o lado espiritual do festival, está sendo preparado espaços e atividades especiais. Uma das formas de elevar o espírito e transforma-se é a meditação, quando o homem deixa um tempo de ser homem, e se transforma em alma. Isso acontece cantando, dançando, apreciando o pôr do sol ou mergulhando nas águas de um rio.

O Festival Fora do Tempo sempre teve a Cultura Maia como inspiração, e em 2009 contará com uma equipe que esclarecerá com profundidade quaisquer dúvidas sobre o verdadeiro Calendário Maia – suas origens e fundamentos.

O site oficial do evento, já tem toda a programação. Veja:

Dia 22 - Quarta-feira: Kin 260 - Sol Cósmico Amarelo
08h00 Abertura do Festival!
14h00 Ritual de abertura da Aldeia da Cura e Tenda Cultural
18h00 Ritual de abertura do Chill Out
Dia 23 - Quinta-feira: Kin 1 - Dragão Mágico Vermelho
15h00 Abertura da Pista
Dia 24 - Sexta-feira: Kin 2 - Vento Lunar Branco
23h30 O Dia Fora do Tempo: Cerimônia de comemoração do Ano Novo Maia
Dia 25 - Sábado: Kin 3 - Noite Elétrica Azul
Dia Fora do Tempo
Dia 26 - Domingo: Kin 4 - Semente Auto-Existente Amarela
18h00 Encerramento da pista de dança
Dia 27 - Segunda-feira: Kin5 - Serpente Harmônica Vermelha
06h00 Encerramento do Chillout e todas as atividades
09h00 Encerramento do camping

Os lotes de ingressos para o festival já começaram a ser vendidos. Alias os interessados que ainda não adquiram seus convites devem correr, pois eles já chegaram ao segundo lote. Os preços variam de R$230 a R$ 310.

Mais: www.festivalforadotempo.com.br

Fonte: Essential

LEIA MAIS [...]

(entrevista) Robert Babicz

Robert Babicz é um polonês radicado na Alemanha, além de uma referência importantíssima para a efervescente cena de minimal techno. Prestes a lançar seu novo álbum “Immortal Changes”, pela Systematic Records (previsto para agosto de 2009), ele falou à XXXPERIENCE. Entre outras coisas, nos contou o quanto é procurado por personalidades da música para masterizar suas faixas, o que atesta seu conhecimento em técnicas de áudio. Também falou, em poucas palavras, de suas influências e de sua amizade com brasileiros como Gui Boratto e Anderson Noise... Robert está confirmado para a XXXPERIENCE CURITIBA, que acontece dia 23 de maio na Fazenda Heimari. Confira!

Você nasceu na Polônia, mas mudou-se ainda criança para a Alemanha, onde mora até hoje, certo? As pessoas costumam confundir muito sua nacionalidade? Qual foi o grande motivo da mudança de país tão cedo?
Meus pais se mudaram da Polônia no final da década de 80, por causa do comunismo. Então eu cresci como um germânico.

Quais as lembranças que você tem do início da década de 90, na Alemanha, do início da Love Parade, em que seu (talvez) primeiro hit “Happy Answer” ganhou popularidade? Saudades dessa época?
Não, eu não me apego a isso. Pois eu sempre vivo o “agora”, o melhor momento.

Falando em passado, quais foram as suas maiores influências musicais e como foi seu primeiro contato com a música eletrônica?
Minha primeira influência em música eletrônica foi Jean Michael Jarre ou mais cedo a ítalo-disco, então veio a house music, depois eu encontrei a acid house, que mudou minha vida. Eu queria fazer aquele tipo de música.

De onde vem o seu gosto particular pelas técnicas de áudio?
Eu amo música boa, então eu tento encontrar o melhor caminho para fazê-la. Eu nunca parei de aprender. Mas eu nunca fui numa escola de áudio ou algo do tipo. Sempre tudo aconteceu na base do “faça você mesmo”.

É verdade que você costuma masterizar faixas de artistas como Minilogue, Martinez e Gabriel Ananda?
Sim, e de muitos muitos outros artistas tão bons quanto eles, como Glenn Morrison, Way Out West, Markus Schulz e por aí vai...

Atualmente há muitos artistas fazendo os chamados “dead lives”. Qual sua opinião sobre isso?
Para mim um live act é um ritual, eu literalmente viajo por muitos mundos com as pessoas na pista de dança. Eu os levo para uma jornada e trago-os de volta. Então, se há alguém que faça “dead lives”, isso infelizmente é um problema dele...

Hoje em dia você não utiliza mais seus outros codinomes, como Rob Acid, Sontec e Dicabor? Está assinando suas tracks somente como Robert Babicz?
Sim, mas na maioria das vezes assino como Robert Babicz. Eu faço o meu “Babiczstyle”, que inclui todos os meus outros projetos sob uma única personalidade.

Sabemos que você tem uma relação muito boa com alguns co-workers brasileiros, como Gui Boratto e Anderson Noise, por exemplo... Com a sua experiência de anos de estúdio, qual sua opinião sobre a música eletrônica feita no Brasil?
Vocês têm músicos incríveis no Brasil, e muitos talentos. Também do ponto de vista técnico, o Brasil está realmente entre os primeiros dos dez melhores.

Há alguma informação sobre seu próximo álbum que você possa nos adiantar? O que você está preparando para sua nova vinda ao Brasil?
Sim, meu novo álbum está praticamente pronto, preciso apenas trabalhar na última faixa, que será uma nova versão de “Dark Flower”. A data de lançamento é agosto, pela Systematic Records. E claro que eu irei tocar muitas faixas do meu novo álbum nesta próxima tour pelo Brasil... Estou realmente muito ansioso por isso.

Mais:
www.robertbabicz.de
www.myspace.com/robertbabicz
www.globeagents.com.br
www.xxxperience.com.br

Por: Bruna Armani - Grupo No Limits

LEIA MAIS [...]

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Geração raver chega ao poder

Imagine se aparecesse um vídeo com o governador José Serra ou Aécio Neves curtindo uma rave muitos anos atrás. Pois aconteceu o equivalente na Inglaterra. Surgiram imagens de uma rave de 1988 onde aparece um rapaz que seria hoje o líder do Partido Conservador (oposição) do país, David Cameron.

O partido de Cameron se apressou em negar que o rapaz no vídeo não é o político. O suposto David Cameron aparece aos 13 segundos, de cabelo comprido e sorrisão estampado no rosto.

O vídeo foi divulgado pelo blogueiro conservador Guido Fawkes, cujo nome verdadeiro é Paul Staines. Staines foi assessor de imprensa da rave Sunrise entre 88 e 89.

Não é a primeira vez que o nome de Cameron é envolvido em polêmica. Em 2007, surgiu a notícia de que ele quase foi expulso de Eton (a mais famosa escola da elite inglesa) depois que um colega o denunciou por fumar maconha.

LIBERDADE DE FESTEJAR
Staines é ligado ao Partido Conservador inglês desde o final dos anos 80. Ajudou a fundar a campanha Liberdade de Festejar, em prol das raves, numa conferência do partido. Também participou de grupos lobistas ligados ao partido para assuntos mais "sérios" como direitos humanos e o livre mercado. Hoje seu blog é um dos mais importantes da área política no Reino Unido.

Ele conta que tem "boas memórias de tomar LSD e MDMA puro e dançar hipnotizado." Também já disse que seria uma boa ideia salpicar de ácido a bebida nas reuniões de políticos de Partido Conservador.

Tanto ele como David Cameron, se é que era ele no vídeo, são exemplos da geração que pirou o cabeção nos tempos da acid house e que hoje está no centro do poder do Reino Unido.

CARETEANDO
No Brasil ainda não deu tempo de algo equivalente acontecer, já que as raves explodiram aqui muitos anos depois.

Mas já temos muitos exemplos de caras que certamente fizeram suas doideiras quando mais novo e que hoje estão nas altas esferas do executivo e legislativo.

Em tese, pessoas com essa experiência poderiam significar o avanço de uma compreensão e tolerância maior com relação à diversidade cultural e a causas como a legalização das drogas, só pra ficar em dois exemplos com relação bem direta. Políticos assim talvez não pensem que festas de música eletrônica são o inferno sobre a terra, como é a opinião de tantos por aí.

Na prática, não é bem assim. Os casos são raros. Temos, por exemplo, Fernando Gabeira e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que faz pouco aderiu à causa de legalização da maconha (mesmo assim duvido que ele apareça na Marcha da Maconha que rola domingo).

E não é só porque muita gente "careteia" depois que fica mais velha. Tem muito mais a ver com o fato de que o mundão lá fora nem sempre tem a opinião mais progressista. Na hora de pedir seu voto, é mais sensato deixar os temas polêmicos bem guardadinhos na gaveta.

Por: Camilo Rocha - rraurl

LEIA MAIS [...]

Rob Hood relança Minimal Nation

LP de 1994, pedra fundamental do minimal techno, ganha reedição especial em junho

Depois de pioneiros como Studio 1 (aka Wolfgang Voigt/aka Kompakt) e Basic Channel voltarem com suas famosas obras musicais, quem retorna agora com um relançamento clássico do techno Robert Hood, que solta dia 15/jun por seu selo M Plant o fundamental LP Minimal Nation.

Em 1994, ao lado de DJs como Daniel Bell, Richie Hawtin e de outros lançamentos seus (Internal Empire, por exemplo) ele ajudou a encapsular o techno em direções minimalistas que são fortes até hoje.

O retorno do álbum não é inédito - há edições de 1999 para o relase, mas agora em 2009 Minimal Nation vem remasterizado e com novo design gráfico, fora duas faixas inéditas além das oito originais, "SH-101" e "Self-Powered". A primeira é sobra de estúdio das gravações de 94, e a segunda foi lançada na época apenas como test pressing pelo selo Axis (Jeff Mills).

Ao contrário dos outros lançamentos de Minimal Nation, que privilegiavam o vinil, esta reedição tem foco no formato álbum em CD e digital, mas Rob Hood já prometeu lançar a versão remasterizada ainda esse ano. Um CD-mix com faixas de vários lançamentos e momentos de sua carreira acompanhará o disco, e junto virá também uma turnê européia em junho e julho pela Europa (datas aqui).

Em 2006 Robert Hood se apresentaria pela primeira vez no clube paulistano Manga Rosa, mas a data foi cancelada em cima da hora, para frustração dos calorosos amantes do techno.

Tracklist
1. One Touch
2. Museum
3. SH-101 (unreleased)
4. Rhythm Of Vision
5. Unix
6. Ride
7. Station Rider E
8. Self Powered (previously on test pressing only)
9. Sleep Cycle
10. Rhythm Of Vision (original)

As Novidades
Em 2008 Rob Hood, após completar sua trilogia Hoodmusic, lançou a edição número 39 da coletânea britânica Fabric, cheio de faixas suas e de nomes com Marco Lenzi, Joris Voorn e Jeff Mills. Agora em 2009 ele lançou o EP Shonky In The Hood, que apesar dos BPMs pouco mais contidos, não difere muito da sonoridade da década passada (ouça "Rhythm" aqui).

Por: Jade Augusto Gola - rraurl

LEIA MAIS [...]

domingo, 3 de maio de 2009

Música eletrônica no programa 15 minutos (MTV)

Marcelo Adnet "explica" um pouco sobre as vertentes e público das festas que a cada dia conquistam mais jovens no Brasil e no mundo. Mais uma vez a mídia exibe apenas o lado negativo, prejudicando cada vez mais a imagem das raves e de seus frequentadores.

Será que um dia essa midia sensacionalista irá esquecer da cultura eletrônica e veremos em suas pautas matérias mostrando também os prós das festas?






Parte 1


Parte 2

LEIA MAIS [...]