sábado, 29 de agosto de 2009

Noel Gallagher anuncia saída do Oasis

Para mim é pura jogada de marketing, o jeito é esperar um pouco para ver se é mesmo o fim dessa super-banda.

Noel Gallagher anunciou nesta sexta-feira (28) que está oficialmente se afastando do Oasis, banda de rock que fundou com o irmão, Liam.

Em um comunicado divulgado no site do grupo, ele alega que não tem mais condições de trabalhar com o irmão, com quem tem brigas constantes.

"É com alguma tristeza e grande alívio que digo a vocês que deixo o Oasis hoje à noite. As pessoas vão escrever e dizer o que elas quiserem, mas eu simplesmente não posso continuar trabalhando com Liam nem mais um dia", indicou Noel, considerado o cérebro por trás das letras e arranjos de uma das maiores bandas de rock dos anos 90.

Sempre envolvidos em polêmicas e constantes atritos, os irmãos Gallagher alimentaram rumores e colocaram o futuro da banda em dúvida. No último fim de semana, os rumores cresceram após o grupo cancelar a apresentação que faria no V Festival.

Formado em 1994, o Oasis liderou o movimento britpop e emplacou sucessos como Wonderwall, Champagne Supernova e Don't Look Back In Anger.

Fonte: Terra

LEIA MAIS [...]

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Rave “invade” o gibi do Chico Bento

Aprendi a ler e cresci com as histórias sobre os planos “infalíveis” de um menino que troca o “r” pelo “l”, que sempre convencia seu melhor amigo a participar desses planos em busca do poderoso coelho azul e no final tudo acabava em coelhadas e olhos roxos causados por uma menina de vestido vermelho, baixinha, gorducha e dentuça.

Histórias da roça, de fantasmas, préhistóricas, de astronautas, de loucos e de vários outros personagens criados pelo genial Mauricio de Souza que, com certeza, fizeram parte da infância de muitos. Hoje em dia não leio mais os gibis com tanta freqüência, mas confesso que, as vezes, pego emprestado os do primo de seis anos e deito no sofá para ler sobre a turma mais conhecida do país: A Turma da Mônica.

Na última semana, em um dia desses “empréstimos”, comecei a ler a edição número 32 do Chico Bento e tive uma surpresa com o tema da história principal. Com o título de “Causando na roça", os criadores aproveitam o “boom” das festas eletrônicas e levam este cenário vivido por muitos jovens para dentro dos quadrinhos.

LEIA MAIS [...]

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Anthony Rother no Brasil

DJ alemão volta ao Brasil com cinco capitais agendadas! Confira datas da turnê.

Anthony Rother condensa nessa vinda ao Brasil o que acumulou em seus 17 anos de carreira, sendo um dos nomes mais produtivos do Electro mundial. Durante esses anos, o artista se revezou entre os palcos, percorrendo o mundo com seu respeitado live act, e os estúdios, lançando faixas por diversos selos, inclusive o seu próprio, o prolífico Datapunk.

Em 2008, Rother lançou “My Name Is Beuys Von Telekraft”, álbum que incorporou sons digitais comprimidos, e sua natural baixa qualidade sonora, como um dispositivo estilístico auto-suficiente. Trata-se de uma opção pelo manejo lo fi de seu trabalho, sendo essa auto-redução o ponto de partida para uma música cada vez mais energética.

Em maio de 2009 ocorreu um encontro que os fãs de Techno e Electro tanto almejavam. Foi nessa data que Anthony Rother lançou “Hot Chocolate In The Milky Way”  pelo lendário Gigolo Records, casa de nomes como DJ Hell, Tiga, Miss Kittin e The Hacker, especializado em Electro e suas variações. “Hot Chocolate...” mostra como uma bela melodia pode conduzir uma pista de dança.

Já no palco, Rother apresenta uma nova maneira de tocar suas músicas. Além do Electro, transita com segurança pelo Techno e Minimal através de recortes de sons digitais, investindo em uma atmosfera futurista, robótica e urbana, conseqüência imediata de seu conhecido diálogo homem X máquina. Sua apresentação consiste em um laptop e um mixer Korg Zero 8, que possibilita a comunicação com diversas interfaces. Estão lá suas próprias composições, mas também produções de outros artistas como Alter Ego, Kraftwerk e até Jean Michael Jarre.

Para 2010, Anthony Rother prepara um novo disco e segue elaborando experimentações visuais para o seu novo live.

Confira as datas da turnê:
29 de agosto – Garage – Campo Grande
03 de Setembro – Festa NEO – Lounge 69
04 de setembro – Kraft – Campinas
05 de setembro – Garage – Cuiabá 
06 de setembro – Deputamadre – Belo Horizonte
10 de setembro – D-Edge – São Paulo
11 de setembro – Vibe – Curitiba

Fonte: DJ Mag

LEIA MAIS [...]

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Berlin Calling

Vai sair nos próximos meses no Brasil um dos filmes mais aclamados pelos amantes da música eletrônica. O longa Berlin Calling é interpretado pelo DJ Paul Kalkbrenner que faz o papel do DJ Ickarus na fervorosa cena eletrônica alemã, mas o filme não se trata somente do óbvio e sim quando o assunto tangencial drogas e música se encontram. Quem aguarda o lançamento e espera ver muitas festas, curtição e DJs diferentes não vá com muita sede ao pote, pois ele se passa praticamente dentro de uma clínica para reabilitação e os únicos DJs que aparecem são Sascha Funke e Fritz Kalkbrenner (irmão de Paul). Mas a trilha sonora especialmente editada e produzida para a história ficou fantástica, ela toca durante todo o filme e já está disponível nos principais sites de venda de música digital no mundo.

www.berlin-calling.de/en
www.myspace.com/paulkalkbrenner

Por: Doriva Rozek – housemag

LEIA MAIS [...]

Gui Boratto nomeado embaixador da Dance4Life

Gui Boratto, um dos produtores brasileiros mais prolíficos é oficialmente embaixador do dance4life, um projeto que angaria fundos para campanha de prevenção do HIV através da música, em eventos que acontecem em todos os continentes. Este projeto tem o apoio dos maiores nomes da cena eletrônica da atualidade, como Tiësto e Paul Van Dyk, também embaixadores mundiais do dance4Life.

A parceria de Gui com o projeto começou com a doação da música “Like You”. “É maravilhosa a maneira como o projeto motiva a juventude do mundo todo a se conscientizar e prevenir contra o HIV e AIDS. Como músico, me sinto honrado em participar do dance4life e assim ajudar esta causa tão nobre e organizada.” – Gui Boratto.

Agenda Support DANCE4LIFE:
- 05 de junho – GivClub, Santos
- 06 de junho – Sedna Lounge, Goiânia
- 13 de junho – The 727 Club, Araçatuba
- 11 de julho – Sirena, Maresias
- 16 de julho – Museum, São Paulo
- 19 de setembro – Save (Melody), Portão

mais:
www.guiboratto.com.br
www.dance4life.com.br
www.3plus.art.br
www.myspace.com/guiboratto
www.dance4life.com

Fonte: Portal Mivi

LEIA MAIS [...]

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Diversidade cultural e muita E-music


O maior evento Multicultural do Brasil é paranaense

Enquanto muitos achavam que as festas open-air já haviam alcançado o seu clímax e migravam para a decadência, um núcleo paranaense lança um novo conceito para festas Rave. Neste sábado, a partir das 12h, na Fazenda Heimari (Rua Atílio Pedao, 15 – Piraquara), a cena eletrônica brasileira terá pela primeira vez um evento multicultural realizado pela Tribaltech, que em sua 15ª edição traz como tema a diversidade cultural, seguindo – com originalidade – uma tendência adotada pelos grandes festivais europeus.

A música eletrônica é o foco principal e prevalece entre mais de 70 atrações. Artistas de MPB, cinema, teatro, artes visuais e videoarte se integram em cinco espaços: Mainstage, Black Tarj Club, 3plus/Dj Mag House, Organic Beat, além de um local totalmente projetado e dedicado ao cinema, o Cinetech.

Cinema
No espaço Cinetech serão exibidos vídeos de vários realizadores do Brasil inteiro, que foram convidados para expressar sua arte em filmes dos mais variados gêneros: iniciantes, ficção, animação, documentário, trash e vídeo. A “Mostra Cinetech” estará dividida em Mostra Profissional - que apresentará filmes de produtores convidados, e Mostra Iniciante - que apresentará os melhores trabalhos inscritos no Concurso Multicultural, promovido pela própria Tribaltech. Um dos vídeos em destaque é o curta O Encontro, dirigido pelo curitibano Marcos Jorge.

Música e Teatro
Outra novidade interessante é o espaço Organic Beat, que reúne as artistas de peso do cenário alternativo, contando ainda com performances circenses e teatrais. Destaque para Nação Zumbi, Cordel do Fogo Encantado e B Negão e os Seletores de Freqüência.

Difícil mesmo é enumerar os destaques da e-music. A grande maioria dos 40 artistas nacionais e internacionais que estarão presentes no festival possuem grande reconhecimento pela crítica especializada. E entre tantos veteranos circula uma dupla com pouco tempo de estrada que já chamou a atenção de ninguém menos que Madonna. O projeto Felguk, formado pelos cariocas Felipe e Gustavo, tem pouco mais de 2 anos de existência e uma grande notabilidade no segmento eletrônico. Recentemente a popstar convidou a dupla pessoalmente para remixar a música Celebration, uma das faixas inéditas do álbum de coletâneas que a cantora está preparando. Também vale a pena conferir as apresentações de X-noize, Gustavo Bravetti, Format B, Liquid Soul, D. Ramirez e Maetrik.

Show de Lasers
Em meio a tantas novidades, a grande expectativa gira em torno da apresentação inédita do Laser Beam Factory, formado pelo dinamarquês Dennis e o holandês Trang. Eles desembarcam no Brasil com a promessa de proporcionar um show de lasers bem colorido e com um visual jamais visto. A dupla se tornou famosa mundialmente pela forma com que desenvolvem suas apresentações, seus truques e pela capacidade única de criar ambientes, tudo isso utilizando mais de 1 tonelada de equipamentos. Com mais de 10 anos de experiência o Laser Beam Factory já se apresentou em quase todos os mais respeitados festivais da Europa, como o Full Moon, Psychedelic Circus e Liquid Time.

A festa ainda conta com vôos panorâmicos, Bungee Jump, enfim, não faltam atrações para quem gosta de cultura. Uma boa opção para fugir da cidade e passar o fim de semana com boa música, tecnologia e diversão.

Informações: www.tribaltech.art.br

Por: Jefferson Genta

LEIA MAIS [...]

(entrevista) Marc Romboy

Um dos destaques do Tribaltech Multicult Festival abre o jogo no site rraurl

Marc Romboy respondeu nossas perguntas com bastante entusiasmo. Decisivo e brincalhão, não deixa todo a correria de suas carreiras (homem de família, produtor, homem de negócios, DJ) abalar seu bom-humor ou esgotar o amor pelo o que faz. Ao contrário: Romboy é um apaixonado e procura sempre que possível falar da "alma" da música.

Sua carreira já acumula mais de15 anos e seu selo Systematic Recordings acabou de ver o quinto aniversário. As comemorações são globais e contam com mix especial por Oxia em um promo do recente lançamento de um box de comemoração desses 5 anos, o 5YSYST (5 Years Of Systematic Recordings). O álbum foi produzido de maneira grandiosa, com inúmeros artistas, entre amigos e produtores, colaborando com uma faixa inédita cada.

Aproveitamos sua vinda para o Brasil para um bate-papo. Bastante brincalhão o produtor alemão aproveitou a oportunidade para contar segredinhos de bastidores (como uma colaboração com Gui Boratto) e soltar alguns dos futuros passos do selo.

Olhando para trás em sua discografia podemos ver que você tem lançado discos por mais de 10 anos. Quando foi que sua carreira começou? E que faixas te chamavam a atenção na época? Desde o início de sua carreira você pensou que algum dia você chegaria tão longe? Olhando para trás, há alguma coisa a qual você se arrependa ou que quis fazer?
Bem, eu lancei minha primeira faixa em 1992. Não sob a alcunha de Marc Romboy, mas de um projeto diferente, com meus amigos. Eu me interesso por música eletrônica desde os oito anos quando escutei "The Robots" do Kraftwerk pela primeira vez na vida. Desde então esse "tipo" de música mexe comigo. Estou muito cansado da música mainstream radiofônica e por vezes troco as estações (de rádio) por música clássica, algo que eu realmente gosto. Voltando as minhas influências, são muitas, começando pelo new wave e indo até o breakdance. De Chicago house ao techno house até pessoas como Carl Craig e Juan Atkins. E,acredite-me, eu não arrependo de nada. Essa é a minha vida!

Seu selo está comemorando 5 anos de existência com extensa compilação onde produtores convidados contribuiram cada um com uma faixa exclusiva. Como foi esse processo?
Não sei quem teve essa ideia absurda de lançar uma caixa com cinco discos e, sim, esse projeto foi uma loucura total, tomando 4 meses de trabalho duro. Normalmente tratamos com uma ou duas pessoas para lançar um disco, mas dessa vez tive que tratar com 32 artistas diferentes. Foi irreal. Sinceramente, foi o maior projeto que jamais fiz, e foi muito divertido. O feedback de grandes produtores como Stephan Bodzin, Jerome Sydenham, Technasia, Steve Rachmad e Mike Monday, só para nomear uns poucos, foi sensacional e emocionante para mim. Estou muito orgulhoso do selo até agora, tem me feito muito feliz e tem sido sempre uma boa base para o lançamento de minhas faixas e também das músicas de amigos meus.

Você vai tocar pela segunda vez no Brasil, e dessa vez o Systematic Recordings é considerado um dos mais influentes selos do planeta. Como você combina a carreira de DJ/produtor com a carreira de "dono de selo"?
Bem, isso é algo que frequentemente me pergunto e, para ser honesto, não sei a resposta. Minha percepção de "fazer negócio" mudou completamente no espaço de 3, 4 anos. Uma semana parece dois dias nesse momento e é muito difícil de administrar tudo: família, selo e gigs. Mas, eu tenho muitas pessoas a bordo que me apoiam o projeto, muitos profissionais que tomam conta dos negócios, como bookings, gerência do selo, meu programa no rádio, vinis, CDs, vendas online e por aí vai. Estou muito feliz de trabalhar com esse pessoal.

E o que podemos esperar de seu set dessa vez? Você vai tocar um DJ set como os das celebrações da Systematic ou vai ser algo como a sua compilação, "Systematic Colours Volume Two"?
Eu sempre procuro ler a linguagem corporal das pessoas para ter um aporte do que elas querem e como elas sentem, combinando essa impressão com os meus sentimento e clima. Então todos os meus sets são bastante diferentes. Eu amo tocar deep e groovy, embora eu ame as levadas dos spins e kicks, também. Mas, para mim, é essencial manter a alma no techno. Eu não gosto de techno frio e sem alma de maneira alguma, isso me irrita bastante. Essa é a razão pela qual estou sempre procurando por músicas com alma, não me importando como essa alma vai se expressar. Ela pode ser uma voz maravilhosa, ou um barulho, ou um efeito, ou uma melodia, não importa. Porém, isso é algo com o qual você poderá sempre contar comigo. É a essência do meu trabalho e de minha produtividade, produção.

Qual será o próximo passo em relação a produções e lançamentos seus e do selo? Que surpresas você está escondendo debaixo de sua manga? Você pode falar um pouco sobre isso?
Oh, temos muitas idéias esperando para serem realizadas! O próximo grande passo no Systematic será o álbum vindouro de meu amigo Robert Babicz, de Cologne. Nós já estamos preparando seu álbum, com singles e remixes, para lançar até o próximo verão e, acredite-me, está fantástico. Demonstra exatamente o que sinto nesses momento. É muito deep, cheio de aspectos musicais que te pegam e não deixam partir. É morno, agradável e uma nova dimensão de som para mim. Alem disso, estamos próximos de finalizar o primeiro app de iPhone do Systematic, com o qual você poderá preparar os seus próprios DJ mixes com músicas do Systematic e, claro, a produção de meu terceiro álbum começará em 6 meses.

Você terá algum tempo para gastar consigo nessa visita ao Brasil? Você quer ir a lugares além das cidades?
O que realmente me interessa são as pessoas do Brasil e da última vez que estive aí tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas calorosas e amigáveis. Uma experiência que realmente me impressionou. E, sim, dessa vez vou ficar por quase duas semanas, então, com certeza terei mais tempo para conhecer lugares e checar a cozinha brasileira (risos).

O que você costuma escutar quando não vai tocar? Tem algum recente artista/produtor que tem chamado a sua atenção?
Major Lazer, Portishead, Boards of Canada, Jimmy Hendrix, The Residents, Bauhaus e música clássica estão no meu iPod no momento e eu tenho reexplorado um CD mixado velho do Mathew Herbert no Tresor. É o que gosto esses dias. Contanto que não seja música gaga de rádio normal, eu sou bem mente aberta.

Como é produzir com alguns dos seus parceiros musicais?
A coisa mais engraçada nesse assunto é o fato de que a única colaboração artística dos últimos anos, que eu tenha ficado na mesma sala de estúdio, foi com o meu amigo, Stephan Bodzin. Todos os outros, como Blake Baxter, Chelonis R. Jones ou Gui Boratto fizeram suas criações em seus próprios estúdios e eu fiz a minha parte em casa, na Alemanha. Com a opção de novas mídias, como email e internet, é tão fácil colaborar com outras pessoas e fazer música juntos. Vou te contar um segredinho: quando minha colaboração com o Gui Boratto saiu, nós não nos conhecíamos cara a cara, só por email e telefonemas. Você acredita nisso? Isso funcionou porque eu sabia que estamos no mesmo tipo de frequência. Apenas poucas semanas depois do lançamento é que fomos, finalmente, nos encontrar em Amsterdã, passamos um bom tempo juntos e rimos bastante.

Quando você está produzindo uma faixa você sabe logo se ela "precisa" de um vocal? Você gosta de usar vocais nas suas faixas ou isso é como um exercício para você? E que tipo de música "aquece a sua alma"?
Há, agora você mencionou alma também! O que é alma? Eu me pergunto tempo todo. Bem, quando eu produzo uma faixa o impulso de incluir vocais me vem de repente e automaticamente. A combinação de máquinas sensacionais e um elemento natural, como a voz, é algo que me fascina sempre e sempre. Ah, droga, me desculpe, eu realmente não posso explicar isso. É muito difícil de expressar os meus sentimentos... Mas você certamente sabe o que quero dizer!

Por: Catarina Liarth - rraurl

LEIA MAIS [...]

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Festival Tribaltech toma medidas contra gripe suína

Evento de música eletrônica curitibano distribui máscaras e álcool em gel para o público

Nesses tempos em que o mundo se encontra em estado de alerta por causa da pandemia de influenza A, mais conhecida como gripe suína, o Festival Tribaltech lutou com todas as forças para conseguir a papelada necessária, junto às autoridades, para a realização de sua 14ª edição. Que está confirmadíssima, no dia 22 de agosto. Prevenindo-se para conter a doença, a organização disponibilizará ao público, em vários pontos do evento, dispensers de álcool em gel, distribuirá máscaras para aqueles que acharem necessário e todos os funcionários dos bares e da limpeza usarão luvas.

O festival Tribaltech foca sua temática na diversidade cultural. A programação, entretanto, dá ênfase à música eletrônica, que prevalece nas mais de 70 atrações. Além dos mestres das batidas digitais, também se apresentam artistas de MPB, cinema, teatro, artes visuais, videoarte e performances, que se integram em cinco espaços: Mainstage, Black Tarj Club, 3plus/DJ Mag House, Organic Beat, e também um local totalmente projetado e dedicado ao cinema - o Cinetech.

Entre os headliners do Mainstage estão X-Noize, Format B, Vibe Tribe, Tim Healey, Chris Lake, Marc Romboy, Sesto Sento, Liquid Soul, Gustavo Bravetti, David Amo & Julio Navas, Tigerskin aka Dub Taylor e outros. O Black Tarj Club investe no universo underground, apresentando projetos alternativos como Maetrik, Beckers, Marshall, D.Ramirez, Freakslum, Gaz James, Rolldabeetz, Tech System, Catz'n'Dogz. Mais uma vez, a agência 3Plus e a DJ Mag dão nome a um espaço reservado às atrações da house, progressive-house e tech-house, como Southmen, Gui Boratto, Life is a Loop e Paulinho Boghosian.

+ info:
www.tribaltech.art.br

Fonte: Skolbeats

LEIA MAIS [...]

terça-feira, 18 de agosto de 2009

(entrevista) Gui Boratto

Um dos mais talentosos e hypados artistas brasileiros da atualidade, que lançou recentemente seu segundo álbum Take My Breath Away e que está se apresentando pelo mundo todo, literalmente... Na entrevista abaixo, Gui fala de todos os níveis de sua vida, desde a época de Chromophobia até o uso de sua faixa Besides em campanha publicitária da gigante Apple... Confira!

Qual é a grande diferença entre o Gui Boratto antes de Chromophobia e o Gui Boratto depois de Chromophobia?
Acho que todos nós vivemos em uma constante mudança. Eu principalmente, devido ao fato de estar vivenciando inúmeras e diferentes culturas desse mundo. Mas, acho também que, mesmo com todas essas mudanças, o Chromophobia e o Take My Breath Away são álbuns complementares. Não só muitas intenções, mas até mesmo a produção, foram muito semelhantes. Ambos foram produzidos na sala da minha casa, normalmente pela manhã, sem pressa ou qualquer outro tipo de pressão.

Jornais, revistas e sites do mundo todo estampam notícias com seu nome. A que você atribui esse seu sucesso mundial?
Acho que o fato de atingir um leque maior de audiência, deve-se talvez a minha música ter melodia. No techno, não é uma coisa muito comum. Normalmente, as produções desse gênero possuem como principal foco, texturas e ritmos, deixando a questão harmônica e melódica meio de lado. Na minha música acontece o oposto. Isso acaba me levando para caminhos mais "pop" da música eletrônica, abrangendo consequentemente um público maior.

Você acha que ainda há mais espaço para a música eletrônica se expandir pelo mundo? Ou o nível de maturidade já foi atingido?
Acho muito relativo a gente definir isso como música eletrônica. Afinal de contas, até as bandas de rock mais pesadas do momento se utilizam de aparatos tecnológicos e/ou eletrônicos de alguma forma. Acho que talvez a cultura techno, de raves, clubes, festivais, estão em muitos países, principalmente da Europa, realmente bem maduros, mas acho que a tendência é crescer ainda mais. Acho também que existe um tendência ainda maior na fusão de estilos, como a fusão do rock com electro, ou do techno com indie-pop.

Como foi idealizado e produzido Take My Breath Away? Que faixas você destaca neste novo trabalho?
Como já foi dito, foi um processo bem semelhante ao de Chromophobia. Bem, quanto as faixas de destaque, acho que No Turning Back e a faixa-título Take My Breath Away têm um apelo maior com o público, por serem extremamente melódicas. Mas eu tenho a minha preferida, que é a Besides, que inclusive foi licenciada recentemente para uma campanha publicitária da Apple.

As suas experiências anteriores como músico, arquiteto, publicitário, influenciam suas produções musicais atuais, ou são coisas que ficaram no passado?
Eu sempre vou carregar a bagagem do passado comigo. Tudo que aprendi como engenheiro de som, técnico de estúdio e músico me ajudam muito no dia a dia. Não só para programar, mas para também poder gravar instrumentos, compor, entre outras coisas.

Como tem sido suas apresentações nos festivais internacionais, como por exemplo o Coachella 2009? Como surgiu o convite para integrar o line-up de um dos maiores festivais de música do mundo?
Esse ano eu tive grandes oportunidades de me apresentar em festivais de peso, como Coachella, Montreux Jazz Festival ou Exit, na Sérvia. A resposta do público foi incrível, principalmente às músicas do meu novo álbum Take My Breath Away. Estou muito feliz e acho que no caminho certo.

Você já está confirmado também para as três últimas edições da XXXPERIENCE – Belo Horizonte, Búzios e Edição Especial 13 Anos, que será um grande festival. O que você acha da tendência de os eventos open air se tornarem grandes festivais, englobando mais vertentes da música eletrônica?
Isso já vem acontecendo há algum tempo. Raves que estão se tornando festivais. Abrir mais espaço para outras vertentes só "colore" ainda mais o evento, trazendo uma mistura de público muito legal. O legal é quando as tribos se misturam mesmo.

Da parceria com Tim Simenon, do Bomb The Bass, o que já rolou até agora e o que mais podemos esperar?
Eu e o Tim falamos quase todos os dias. Encontrei ele em Amsterdam há algumas semanas, quando toquei no festival 5 Days Off. O nosso projeto está bem adiantado. Estou na verdade fazendo um disco autoral com o Tim, que será o novo álbum do Bomb The Bass, escrito e produzido por mim e pelo Tim. Já temos 6 faixas prontas. Estou muuuito animado para que o disco fique pronto logo. A idéia é, antes de sair o álbum todo, de uma vez, lançarmos singles, em diversas gravadoras, com outros artistas remixando tais temas. Já temos o primeiro remix do meu parceiro e amigo Michael Mayer, para o primeiro single. Provavelmente, teremos esse single lançado em parceria entre a Kompakt e o selo !K7, do Bomb The Bass.

Além de Tim Simenon, que outros "big names" já entraram em contato com você para tratar de música e que, no caso, você ficou surpreso?
Fiquei muito feliz com o contato dos Pet Shop Boys, já que escutei muito os caras quando era pequeno. Acho que tem algumas bandas que sempre serão referência, como Depeche Mode, New Order, Cure e Smiths. Também fiquei muito feliz em remixar Moby e recentemente Booka Shade.

Fale-nos um pouco mais sobre o seu novo formato de apresentação, que visa explorar também a linguagem visual.
Não é em todo lugar que consigo executar isso, mas hoje conto com um diretor de fotografia que dirigiu e produziu um lindo material para cada música do meu disco novo. É como se fosse um clipe para cada música. Isso tudo é sincronizado e disparado entre o meu equipamento e o do VJ.

As pessoas insistem em tratar Gui Boratto como "DJ" em muitos lugares, sendo que você é apenas produtor. Em nenhum momento você pensa em começar a fazer sets mixados?
Não tenho essa pretensão. Meu lance é produzir e mostrar esse trabalho para as pessoas, ao vivo. Além do mais, eu não compro música, nem sou super antenado para os novos lançamentos desse vasto mercado, o que um DJ faz diariamente.

Por Guigo Monfrinato
Fonte: Essential

mais: www.myspace.com/guiboratto

LEIA MAIS [...]

domingo, 16 de agosto de 2009

Woodstock foi o fim da contracultura, afirma professor

Os hippies de Woodstock queriam mudar o mundo com flores, drogas, paz e amor, mas acabaram transformados pelo mundo.

Para as pessoas que participaram do festival em Bethel, norte de Nova York, o espetáculo anunciava o advento de uma nova era, mas a euforia de ontem se transformou em ressaca. Passados 40 anos não ficou claro se Woodstock conseguiu, de fato, mudar alguma coisa.

O professor de jornalismo da Universidade Quinnipiac, em Connecticut, Rich Hanley explica que o festival marcou o fim --e não o início-- da revolução dos anos 60 e da contracultura.

"Em 1971 [dois anos após Woodstock], tudo já havia terminado. As manifestações acabaram. A geração Woodstock saiu em busca de trabalho e o trabalho acabou com a diversão."

Segundo Hanley, "os hippies agora se transformaram em republicanos, perderam o cabelo e trocaram o LSD pelo Viagra".

Batalha campal

Menos de quatro meses depois de Woodstock, em dezembro de 1969, um show parecido organizado no autódromo de Altamont (Califórnia) terminou em uma violenta e alucinada batalha campal.

Apesar dos protestos pacifistas, as tropas americanas continuaram lutando no Vietnã até 1973, e um ano mais tarde o escândalo Watergate acabava com a presidência de Richard Nixon.

"Acredito que as pessoas perderam as ilusões", afirma o diretor do museu de Woodstock de Bethel, Wade Lawrence. "O tema da paz e do amor passou a ser algo pitoresco."

Alguns ex-hippies como o fotógrafo Michael Murphree, agora com 56 anos, não se arrependem de sua juventude. "Paz, amor, felicidade: realmente queríamos isso", comenta, com um sorriso, enquanto caminha pelo museu.

Ironicamente, o resultado mais palpável foi a apropriação do rock pelas empresas como fonte de renda. Os shows passaram de encontros improvisados a operações que geram grandes somas de dinheiro.

"Woodstock mudou a indústria da música", afirma Stan Goldstein, um dos organizadores originais. "Pela primeira vez, pudemos ver o poder que tinham os artistas para atrair multidões", acrescentou.

Por: Sebastian Smith (France Presse)
Fonte: Folha online

LEIA MAIS [...]