quinta-feira, 14 de maio de 2009

Faça as malas e viaje atrás dos melhores festivais de música no mundo

Não importa se eles são realizados em locais onde o calor é quase febril. Não importa que seja horas de longas viagens – de avião, de carro, de ônibus, ou até mesmo a pé. Não importa que as filas sejam gigantescas e os ingressos caros. Os fãs de festivais acham que esses perrengues são na verdade um dos charmes que os mobilizam até lá.

A rede CNN fez uma lista dos 12 melhores festivais de música em todo o mundo, dos Estados Unidos à Nigéria. As opções misturam todos os gêneros musicais e culturais. Se você é daqueles que adoram arrumar as malas e cair da estrada, aí vão algumas dicas de viagem.

1. BONNAROO
Local: Tennessee, nos Estados Unidos
Data: de 11a 14 Junho
Preço: $235

 

O festival Bonaroo (gíria de New Orleans para "o melhor das ruas") teve um crescimento vertiginoso nos últimos oito anos, sendo considerado pela revista "Rolling Stone" o melhor festival de 2008.

O Bonaroo é dedicado ao rock independente e mainstream, hip-hop, e grupos eletrônicos. Bruce Springsteen, Phish, e Snoop Dogg entre os grandes nomes dessa edição.

2. GLASTONBURY
Local: Somerset, na Inglaterra
Data: de 24 a 28 Junho
Preço: $255

 

A história do festival de Glastonbury passa pelos anos 1970, e pelas maiores e melhores bandas do rock. A chuva torna por vezes o local um verdadeiro lamaçal de diversão. O evento conta com mais de 700 atrações por ano, com músicas para todos os gostos. Franz Ferdinand, Blur e Bruce Springsteen são alguns dos nomes para 2009.

3. ROCK AL PARQUE
Local: Bogotá, na Colômbia
Data: de 27 a 29 Junho
Preço: Grátis

O festival Rock Al Parque, fundado pelo ministro da cultura colombiano em 1995, tornou-se a maior festa do rock da América do Sul. Em 2006, 320 mil pessoas estiveram no Parque Simon Bolivar para um fim de semana recheado com as melhores bandas de rock colombianas e nomes internacionais.

4. ROSKILDE
Local: Dinamarca
Data: de 2 a 5 de Julho
Preço $220

Roskilde já é um dos mais míticos festivais europeus e o maior no norte do Velho Continente. Já passaram pelo palco dinamarquês alguns dos maiores nomes da música internacional, como Bob Marley e Bob Dylan. O evento conta com um jornal diário, uma estação de rádio, que funciona 24h, e a maior tenda da Europa, com capacidade para 17 mil pessoas. Este anos o Coldplay, o Oasis e o Nine Inch Nails são as grandes atrações.

5. EXIT
Local: Novi Sad, na Sérvia
Data: de 9 a 12 Julho
Preço: $105

O EXIT foi criado por três estudantes universitários, em 2000, como forma de protesto contra o ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic. O festival dedicado aos sons eletrônicos foi considerado o melhor da europa em 2007. Mais de 200 mil pessoas estiveram no EXIT no ano passado, dançando noite adentro nas raves organizadas nos belos arredores da Fortaleza Petrovaradin, um castelo do século XVIII perto do rio Danúbio. Em 2009, Moby, Kraftwerk, e The Prodigy são principais nomes do line-up.

6. THISDAY
Local: Abuja/Lagos, na Nigéria
Datas: não foi divulgada ainda

 

Este festival foi criado em 2006 pelo editor do jornal "Thisday", Nduka Obaigbena, para comemorar o 200º aniversário do fim da escravidão. Em pouco tempo, tornou-se o maior festival de música e moda no continente africano. O evento, segundo o seu criador, procura dar visibilidade aos progressos da África e encontrar soluções sustentáveis para os problemas do continente. Jay-Z, Rihanna e Usher foram as principais atrações em 2008.

7. FUJI ROCK
Local: Naeba, no Japão
Data: de 24 a 26 de Julho
Preço: $410

O maior festival open air do Japão deve o seu nome ao Monte Fuji, o local onde se realizou pela primeira vez o evento, em 1997. Na última década, o Fuji Rock foi transferido para as montanhas arborizadas do resort de ski em Naeba. Trilhas montanhosas e gôndolas transportam as pessoas de palco para palco; os riachos e as florestas fazem com que o Fuji Rock seja considerado o festival mais bonito do mundo. Este ano, o público terá de caminhar entre as montanhas para ver Franz Ferdinand, The Killers e Weezer.

8.LOLLAPALOOZA
Local: Chicago, nos Estados Unidos
Data: de 7 a 9 de Agosto
Preço: $190

Perry Farrel iniciou o Lollapalloza, em 1991, como uma tournê de despedida para a sua banda, os Jane’s Addiction. Porém o festival se tornou o maior palco grunge na década de 90, mas, depois desapareceu com a virada do século. O festival foi revitalizado em 2005 como um tradicional festival de "fim de semana prolongado", em Chicago. Este ano espera-se 200 mil pessoas para conferir um line-up composto por nomes como Kings of Leon, Tool, Depeche Mode e Beastie Boys, entre muitos outros.

9. BESTIVAL
Local: Isle of Wight, de Inglaterra
Data: de11 a 13 Setembro
Preço:$205

Bestival é o festival da moda, que anualmente realiza uma competição de roupas. No ano passado o tema foi "30 mil freaks debaixo do mar" e 2009 é o ano do "Outer Space". Lily Allen, Massive Attack e MGMT fazem parte do line-up deste ano, de um festival que já assistiu a míticas atuações de Jimi Hendrix ou Miles Davis em 1970.

10. PARKLIFE
Local: Austrália
Data: final de Setembro, início de Outubro

O ’festival de um dia’ dá início aos festivais de verão na Austrália. Os sons dançantes são os que comandam o line-up , com Justice, MIA e Muscles no line-up dos dois últimos anos. Os festivais de um dia são seguido por uma festa oficial "After Life", que dura até às primeiras horas da manhã. Prepare-se para um dia bem longo caso seja uma das 100 mil pessoas que queira participar em um dos concertos Parklife, que acontecem nas principais cidades australianas.

11. WOODSTOCK
Local: Cidade do Cabo, na África do Sul
Data: final do outono de 2009

O nome Woodstock, talvez o mais conhecido no mundo dos festivais em todo o mundo, não saí da memória da África do Sul. Mas na última década, o festival sul-africano com o mesmo nome tem sido o maior evento de música no país, acolhendo uma variedade de bandas conhecidas e promissoras do hip-hop. Este ’novo’ Woodstock pode não ter o tédio é simplesmente uma opção".

12. SUNBURN
Local:Goa, na Índia
Data: Dezembro 2009
Preço: Grátis

O festival de Sunburn foi lançado em Dezembro de 2007 como o primeiro de música eletrônica no sul da Ásia, e recebeu ’gigantes’ como Carl Cox ou John ’00’ Fleming. Localizado em Goa, o festival tem as suas raízes no "Goa Trance". O fundador do festival disse que o Sunburn será sempre grátis. O evento é um dos espectáculos que não se pode perder se por acaso esteja na Índia no fim do ano.

Fonte: Essential

LEIA MAIS [...]

França aprova lei contra downloads ilegais

Parece que o Império da industria musical está realmente contra-atacando. Depois de um atribulado julgamento dos fundadores do site de torrents Pirate Bay que terminou com uma emblemática condenação à prisão aos réus, incontáveis discussões sobre direitos autorais de clipes e músicas inseridos no Youtube lá no Reino Unido e muito chororô por parte das majors e associações que defendem seus interesses, mais um golpe foi desferido contra o usuário médio da internet.

Ontem, terça-feira 12 de maio, foi aprovado pela Assembleia Nacional Francesa um projeto de lei que prevê punições para usuários de internet que forem reincidentes na prática de realizar downloads ilegais. De acordo com a nova lei, o usuário que for pego baixando arquivos de forma ilegal receberá uma notificação via email. Caso continue ignorando a notificação e baixando mais arquivos ilegais, receberá então uma carta comunicando sobre seu status. Na próxima reincidência, o usuário terá seu acesso a internet proibido por um ano.

Na minha ótica, diversos problemas surgem com essa nova lei. Não ficaram claras (pelo menos para mim) as formas de monitoramento dos usuários para saber quem baixa oquê, nem tão pouco o que se caracteriza como download ilegal ou como exatamente uma pessoa será proibida de acessar a internet. De certo é uma derrota para quem busca a plena manutenção dos direitos individuais perante ao estado. A oposição Socialista Francesa definiu a aprovação do projeto como "um assalto público as liberdades individuais".

Não querendo ser paranóico, mas é definitivamente preocupante quando um número cada vez maior de leis interferem em liberdades individuais, e direitos básicos que nós já estamos tão acostumados (e nem nos damos conta que temos) como o direito ter alguma privacidade e de se comunicar livremente entram na berlinda. De certo, os artistas e a industria cultural como um todo devem ter sua contra-partida financeira por todo o investimento que sempre fizeram. Mas talvez esteja na hora de repensar completamente o acesso a cultura, de uma vez por todas des-monetarizando produtos culturais. Não é esse o grande sentido da democracia?

Por: Thiago Lopes - Goma

LEIA MAIS [...]

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Pedreira é nossa!

Finalmente, uma mobilização em Curitiba pela reabertura da Pedreira Leminski, nosso maior, melhor, mais tradicional e democrático espaço para shows e cia.

Acessem o site, assinem e divulguem!

O vereador Jonny Stica (PT), juntamente com empresários de eventos artísticos de Curitiba, estudantes, comerciantes do bairro Abranches e a sociedade civil, deu início à campanha A Pedreira é Nossa! "Trata-se de um grupo de pessoas que não se conforma com o fechamento da Pedreira Paulo Leminski. Assim, resolvemos unir forças para a reabertura do espaço artístico mais democrático da cidade", explica o parlamentar.

O espaço foi fechado em 2008 devido a uma liminar da Justiça, que acatou uma ação do Ministério Público do Paraná (MP-PR), feita em nome de alguns moradores da região que reclamam de barulho em dias de shows e pedida após três shows ultrapassarem o horário estabelecido pela prefeitura. "Entendemos a situação de quem mora perto da Pedreira em não querer conviver com barulho e bagunça. Mas criando uma regulamentação criteriosa para o uso e penalidades severas para quem descumprir - o que os produtores já se comprometeram em seguir à risca - minimizamos o impacto para a região", diz Jonny.

Atualmente, para que um show seja realizado no local, é preciso de uma permissão especial dada pelo juiz encarregado do caso. "Mas, na prática, após a decisão, houve um show, feito graças a uma liminar", lembra o parlamentar.

A campanha recebeu até mesmo o apoio do presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Paulino Viapiana, que se comprometeu em ajuda a causa. "O fechamento do local está trazendo inúmeros prejuízos para a classe artística e para a cultura e a economia de Curitiba", lembra o vereador.

O objetivo da campanha é conseguir um acordo entre o MP-PR e a FCC sobre a ação que corre na 4.ª Vara de Fazenda de Curitiba. Para isso, o grupo lançou o site www.apedreiraenossa.com.br para angariar adesões a um abaixo-assinado pedindo a reabertura. "Para que haja sensibilização do Poder Judiciário, é fundamental que o curitibano mostre mobilização para que a campanha dê certo", diz Jonny.

Na área cultural, a campanha A Pedreira é Nossa! é a primeira grande ação do vereador, o mais jovem parlamentar da atual legislatura. "A cultura, ao lado do meio ambiente e de ações voltadas para a juventude, será uma das principais preocupações do mandato", explica.

Além do vereador, encabeçam a campanha, entre outros, os produtores Mac Solek (Prime Eventos), Fábio Neves (Seven Shows), Patrick Cornelsen (Planeta Brasil) e Diogo Busse (Oxigênio Eventos).

Por: João Anzolin - rraurl

LEIA MAIS [...]

terça-feira, 12 de maio de 2009

Nintendo Wii terá jogo de mixagem de Armin van Buuren

A Nintendo anunciou na última semana o lançamento de um jogo para o video game Wii; é o "Armin van Buuren - In the Mix". O novo jogo irá possibilitar ao usuário do game fazer mixagens com músicas do DJ e também com tracks inéditas, feitas especialmente para o jogo.

Para os futuros jogadores e aprendizes de DJ, o "In the Mix" também terá como recurso funções de efeitos, loops e trechos individuais de músicas para incluir e incrementar as mixagens. Segundo a empresa japonesa, os recursos vão surpreender e irão passar para o jogador a verdadeira experiência de conduzir as pick-ups.

O DJ holandês eleito como o melhor do mundo pela revista DJ Mag pelo segundo ano consecutivo, Armin van Buuren revelou em entrevista coletiva ser um grande orgulho assinar o jogo do game Wii. "Há anos gosto de games e das músicas também. A tecnologia ajudou a aprimorar muito as mixagens nos últimos anos. O game poderá fazer os jogadores terem muitas possibilidades, fazendo a mixagem ser muito divertida; eu estou muito feliz", disse o DJ.

"Agora vocês vão poder descobrir como é legal mixar suas músicas na sala de sua casa! Este jogo também vai mostrar como é o meu trabalho como DJ, mas os jogadores vão desenvolver seus próprios estilos. Será uma boa oportunidade de aperfeiçoar as habilidades e deixar seus amigos e familiares loucos pela dança e pelo trance", afirmou o holandês num discurso bem vendedor.

Por: Daniel Cardachevski - psyte

LEIA MAIS [...]

Simian Mobile Disco prepara segundo álbum

Eles estavam sumidos, mas ensaiam barulhento retorno com uma porção de convidados ilustres

As coisas andavam muito mornas e silenciosas para James Ford e James Anthony Shaw, dupla que forma o projeto dance-rock Simian Mobile Disco. Depois da ótima repercussão e da turnê de seu álbum de estreia, não se ouviu mais novidades dos caras, a não ser pelos trampos de produção para outros artistas. Mas não está muito longe a data prometida para o lançamento de seu segundo trabalho, que já tem até nome, Temporary Pleasure, e conta com convidados especiais na colaboração.

Com data prevista para sair em 17 de agosto, traz entre seus parceiros de estúdio Beth Ditto, do The Gossip, Gruff Rhys, que toca com o Super Furry Animals, Young Fathers, Alexis Taylor, do Hot Chip, e Chris Keating, do Yeasayer, dono dos vocais do primeiro single, intitulado "Audacity of Huge".

O single ganha divulgação duas semanas antes, estrategicamente no dia 3. Para deixar claro que os planos estão bastante avançados, o sucessor de Attack Decay Sustain Release também já tem sua tracklist definida, que você confere abaixo:

1. Cream Dream (feat Gruff Rhys)
2. Audacity of Huge (feat Chris Keating)
3. 10,000 Horses Can't Be Wrong
4. Cruel Intentions (feat Beth Ditto)
5. Off the Map (feat Jamie Lidell)
6. Synthesise
7. Bad Blood (feat Alexis Taylor)
8. Turn Up the Dial (feat Young Fathers)
9. Ambulance
10. Pinball (feat Telepathe)

Por: Eduardo Ribeiro - skolbeats

LEIA MAIS [...]

(entrevista) Audiojack

O Audiojack é um dos projetos que mais tem sido sinônimo de inovação na atualidade quando o assunto é música eletrônica. Com álbum de estréia saindo do forno (“Radio”, pela 20:20 Vision), a dupla tem chamado atenção de selos e artistas de todo o globo. Sasha, James Zabiela, John Digweed, Laurent Garnier e Danny Tenaglia são alguns exemplos. Hits como “Robot” e os remixes para Paul Woolford (“Erotic Discourse”) e Underworld (“Holding The Moth”) levaram a dupla a se apresentar em mais de 30 países. E eles já estão confirmados para se apresentar na XXXPERIENCE CURITIBA (PR), no dia 23 de maio. Confira o bate-papo que tivemos com eles...

A música de vocês traz influências de vários estilos e, sinceramente, estamos com dificuldades para classificar. Como vocês definem, hoje em dia, o estilo do Audiojack?
Nosso som sempre esteve em algum lugar entre o house e o techno, sempre mudando, influenciado pela música que nos inspira no momento. No ano passado nós estávamos numa pegada muito mais techno, mas no momento nós estamos pendendo mais para o house. Nós sempre temos que ter um groove na faixa, e se nossos pés não estão batendo quando nós estamos produzindo, sabemos que ainda não chegamos lá. Como no álbum, nós estamos usando muito dos instrumentos particulares para conseguir realmente um som vivo.

Qual o conceito do álbum “Radio”?
É como uma jornada ao longo da house e do techno, englobando diferentes estilos nos quais estávamos inseridos durante o processo de produção. Álbuns como “Dark Side Of The Moon”, do Pink Floyd, nos inspirou a fazer o álbum todo como uma peça e nós realmente trabalhamos muito nos intervalos para fazê-lo bem feito. Embora todas as faixas sejam tocáveis em clubs, o álbum deveria ser ouvido como uma peça da música do começo ao fim.

Vocês acreditam que o suporte dado ao trabalho de vocês de gente como Sasha, Laurent Garnier e Carl Cox possa se reverter em boas vendas do novo álbum? Falando nisso, em que formatos o álbum será lançado?
Conseguir suporte de grandes e renomados DJs sempre estimula as pessoas a comprar sua música, já que elas procuram o que seus DJs favoritos estão tocando e também querem as faixas para seus próprios sets. Embora as vendas não sejam a coisa mais importante para nós, por vários motivos, isso contribui para o crescimento de nosso nome na cena. A melhor parte de os grandes DJs tocarem nossas faixas, é o prazer de saber que nossos ídolos gostam da nossa música.

O álbum chega ao mercado depois de quantos anos de carreira de vocês? Estão felizes pelo “primeiro filho”?
Nossa carreira começou oficialmente em 2006, quando saiu nosso primeiro single “Robot”. Começamos a produzir o álbum “Radio” em 2008 e terminamos neste ano. Estamos muito felizes com o resultado! Nós já atingimos o que esperávamos e já temos ótimos feedbacks de alguns DJs internacionais e de outras pessoas que já ouviram.

Como surgiu a idéia de remixar Underworld e Paul Woolford? De quem foi a iniciativa e qual a importância da repercussão dessas releituras na carreira do projeto?
Quando nós começamos um remix, se a faixa é similar com o nosso estilo atual, nós podemos não mudá-la tanto, talvez apenas adicionar nosso próprio estilo e alguns efeitos e edições – foi o que fizemos com o remix de “Erotic Discourse” (Paul Woolford). Se a faixa é diferente do nosso estilo, nós pegamos as melhores partes e as usamos numa faixa completamente nova. Com o remix que fizemos para o Underworld foi assim. Pegamos os vocais e os “barulhos principais” e criamos uma nova faixa, com sons do Underworld ao estilo Audiojack.

Vocês podem nos adiantar algo sobre o repertório da apresentação na XXXPERIENCE CURITIBA? A propósito, vocês já tinham ouvido algo a respeito deste evento?
Nós tocamos em Curitiba no ano passado e nos deparamos com 15 mil pessoas, respondendo incrivelmente às músicas, vários momentos “mãos para cima”... Então esperamos que isso repita neste ano! Queremos que as pessoas tenham a melhor experiência possível com as faixas que tocaremos e com o modo como iremos construir nosso set.

Como está a agenda de vocês com o lançamento do novo álbum? Citem-nos alguns lugares onde tocarão nos próximos meses...
Todas as gigs têm sido ótimas. Nós acabamos de passar duas semanas nos Estados Unidos, incluindo uma semana na Winter Music Conference (Miami) e umas duas semanas na Austrália, onde fizemos seis gigs em cinco cidades. Você pode verificar todas as nossas datas em nosso MySpace ou em nosso próprio site, onde você também pode baixar nossos sets mensais e ouvir as faixas novas.

MAIS:
www.audiojackmusic.com
www.myspace.com/audiojackmusic
www.xxxperience.com.br

Por: Bruna Armani - Grupo No Limits

LEIA MAIS [...]

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Os Britney Spears da eletrônica

Faz tempo que a dance music e/ou a música eletrônica convivem com o estigma do fake

Para muitos detratores do estilo, um universo onde uma apresentação “ao vivo” consiste em apertar botões e onde músicas são construídas inteiramente dentro do computador, nada pode ser considerado música “de verdade”. É um pensamento pra lá de ignorante. E cada vez mais antiquado, considerando-se que a manipulação de estúdio (e o playback) está presente em todo e qualquer gênero.

Mas sejamos sinceros: com tanta gente sem entender direito o que se passa ali entre o mixer, os cabos, as pick-ups/CDJs e aquele laptop (não insistem em chamar o Gui Boratto de DJ a toda hora?), tem muito malandro se aproveitando disso para se dar bem.

O que dizer, por exemplo, dessa história que aconteceu comigo e um conhecido DJ inglês de psytrance? Passei o constrangimento de tocar antes dele. No fi m do meu set, ele chegou, todo serelepe e animadão. Já achei esquisito quando se lançou por cima do mixer e passou a girar botões que nada faziam, afi nal eram de canais com o volume abaixado. Mas aí aconteceu o mais absurdo. Quando ponho minha última música e passo a bola, veio a pergunta que entregou toda a sua fi losofi a de discotecagem fraudulenta: “Essa música tá mixada com a próxima?”

Nunca tinham me perguntado isso antes! Para ele, certamente acostumado a tocar CDs mixados, era a coisa mais natural do mundo, obrigatória até, de se perguntar. Informei então ao candidato a Britney Spears das raves que a faixa acabava em dois minutos. Deixei ele com sua encenação e corri pro bar atrás de uma dose de algo verdadeiro.

A coisa é tão disseminada por aí que foi criado até um blog dedicado a desmascarar os (maus) atores: www. deadact.com (que considera o DJ serelepe citado acima “o rei do dead PA”.)

O blog traz uma série de fl agrantes de “artistas” fazendo supostos “live PAs” onde a única coisa viva era o dinheiro do cachê a ser recebido depois. Era um tal de cabo desligado, aparelho desconectado, gesto simulado e tela de computador com faixas inteiras na tela, que era caso de chamar não o Procon, mas a polícia mesmo. Para fazer uma denúncia de estelionato e falsidade ideológica.

No fi nal dos anos 80, três dos maiores hits traziam clipes onde a pessoa que aparecia cantando não era a verdadeira dona da voz. Assista “Pump up the jam”, do Technotronic, “Ride on time”, do Black Box, e “The power”, do Snap!. No primeiro caso, uma mulher bonitona, que aparecia também na capa do disco, fi ngia ser a rapper Ya Kid K, que acabou sendo retirada do armário para os clipes seguintes. Nos outros dois casos, cantoras fake de silhueta esbelta simulavam vozeirões que suas caixas toráxicas nunca teriam condições de projetar. Estes eram, na verdade, de Loleatta Holloway (caso do Black Box) e de Jocelyn Brown (caso do Snap!), divas lendárias da disco que compareciam nesses hits via sample. As divas gritaram mesmo foi na hora de saber do uso sem autorização no hit alheio. Mas foram urros de raiva e indignação.

Tem ainda casos de DJs impostores. Este já é um golpe um pouco mais difícil de concretizar, mas com tanto DJ por aí e tão pouca noção de como ele se parece, vale tentar. Em entrevista para o site djhistory.com, Sasha contou que uma vez um cara se passou por ele numa apresentação na Irlanda do Norte. Ele não sabe se o promoter estava envolvido ou não. Mas a atuação foi tão convincente, que o falsário fez o set inteiro e ainda foi pra casa com as 3 mil libras do cachê no bolso.

Convenhamos, em tempos onde cada vez mais DJs têm dispensado a mixagem no braço, usando softwares que fundem as músicas imperceptivelmente (incluindo aí o próprio Sasha), fi ca cada vez mais duro diferenciar os Patifes dos patifes.

Por: Camilo Rocha - djmag

LEIA MAIS [...]

Mostra no CCBB aborda contracultura no cinema

De 13 a 31 de maio, em SP, evento traça uma viagem audiovisual pelas manifestações que mudaram os rumos da história através da música, do cinema, da literatura e da moda.

Foi na década de 50, com os beatniks americanos e seus cabelos despenteados, vestidos em jeans surrados, exaltando o estilo de vida boêmio e a literatura transgressora que produziam, que a contracultura tomou forma em repúdio aos valores do American Way of Life. Dos livros para as praças públicas, do jazz ao rock'n'roll, na década seguinte vieram os hippies e levaram um pouco mais longe aquelas ideias, os cabelos cresceram, as roupas tornaram-se coloridas, a psicodelia e a luta contra a guerra e em favor do amor livre escreveram mais uma página na história da subversão que marcou o século 20.

Chegaram os anos 70, e dos subúrbios londrinos surgiu uma geração com a mesma energia, porém movida pelo pessimismo, afinal, o sonho havia acabado. Era o movimento punk, que depois deu espaço para outras manifestações juvenis, como os yuppies, os grunges, os clubbers, e outras tantas que tentam se colocar na contramão do senso comum. Nem sempre a coerência é aliada desses grupos, aliás, é da contradição que vem a força da contracultura.

Pra quem se interessa na discussão desta e de outras facetas das chamadas tribos urbanas, o Centro Cultural Banco do Brasil estreia na próxima quarta (13) uma programação que vai até o domingo 31 de maio, recuperando o espírito desses movimentos através do cinema. Serão exibidos, ao todo, 20 títulos, representativos dos universos Beatniks, Mods, Glams, Clubbers, Hippies, Yuppies, New Wavers, Skaters, Surfers, Grunges e Punks.

Cada movimento será abordado por dois filmes, exibidos diariamente. A cada sessão durante a semana, o espectador será convidado a dar notas aos filmes. Aos domingos, serão reprisados os melhores longas de cada um dos três ciclos. Entre os destaques da mostra, estão algumas obras que raramente entram nesse tipo de evento, ao lado de outros que são de praxe, mas não menos importantes, como Easy Rider (no destaque).

Vida de Solteiro, por exemplo, de Cameron Crowe, elenca várias histórias paralelas sobre jovens no início da vida adulta, assinalando, de tal forma, um momento singular dos anos 90 elucidado pelo grunge. A trilha sonora inclui Mudhoney, Alice in Chais e Pearl Jam. Inspirado na vida e obra do poeta underground Charles Bukowski, um dos cult movies mais emblemáticos dos anos 80, Crônica de um Amor Louco (foto menor), de Marco Ferreri, também está no apanhado.

Repleto de erotismo e lirismo, o protagonista vive alcoolizado no submundo de Los Angeles, entre prostitutas e marginais, onde fica encantado pela prostituta Cass, com quem inicia um tórrido e trágico romance. Sob consultoria do músico e cinéfilo Tatá Aeroplano, membro das bandas Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro, a curadoria da mostra é da Cinnamon Label, mesma da recente exposição Rebobine, Por Favor, que ocupou o Museu da Imagem e do som em São Paulo. Tatá também mediará debates sobre os temas retratados na telona. Clique aqui para ver a programação completa.

TRIBOS URBANAS NO CINEMA
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Data: 13 a 31 de maio de 2009
Ingressos: Cinema: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada).
Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo
R. Álvares Penteado, 112 - Centro
11 3113.3651 / 3113.3652
www.bb.com.br/cultura

Acessos:
Estações Sé e São Bento do Metrô. Praças do Patriarca e da Sé.
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física// Ar-condicionado // Loja // Café Cafezal
Estacionamentos:
Opções de estacionamentos particulares na Rua Boa Vista, Rua Senador Feijó e Rua Libero Badaró

Por: Eduardo Ribeiro - skolbeats

LEIA MAIS [...]

sábado, 9 de maio de 2009

Mash-ups made in Brasil

No país, em 20 anos, o gênero foi do gueto a festivais com 60 mil pessoas.

Se pensarmos que as primeiras noitadas de música eletrônica no Brasil aconteceram nos idos de 1986, em porões pouco recomendáveis, dá pra dizer que a evolução do gênero por aqui teve um crescimento rápido como as batidas que o caracterizaram.

Os primeiros responsáveis pela catequese eletrônica dos brasileiros foram os DJs Marquinhos MS, que começou tocando no Madame Satã, em São Paulo, e o carioca José Roberto Mahr, com o seu programa Novas Tendências, que ia ao ar no final da década de 80 nas rádios Fluminense (Rio) e 89 FM (SP). Pela cabine tosca do Madame Satã também passaram Mau Mau, Renato Lopes e Magal, trinca de DJS fundamental para o desenvolvimento do gênero.

De meados pro fim dos anos 80, São Paulo e Rio já tinham uma meia duzias de "danceterias" que aos poucos foram se moldando em clubes eletrônicos, como os europeus e americanos. Um dos primeiros a investir em batidas eletrônicas foi o Rose Bom Bom, em São Paulo, que tinha a dupla Marquinhos MS (já falecido) e Magal (que comemorou 25 anos de carreira em 2008) na cabine de som.

No início da década de 80, bem antes de descolados no Rio e de São Paulo descobrirem a música eletrônica em clubes de bairros de classe média alta, o hip hop com acento eletrônico de Kurtis Blow e Afrika Bambaataa formava futuras gerações de DJs nas festas de períferia promovidas por equipes de baile como a Chic Show, em SP e Furacão 2000, no Rio. Para se ter uma idéia da coisa, os bailes da Chic Show chegaram a reunir 15 mil pessoas. Entre os frequentadores estavam, ainda moleques, Marky, Patife e KL Jay.

Em 88, a cidade ganhou o primeiro "club" a lançar mão de outros aspectos da cultura eletrônica, o Nation. Ali, pela primeira vez, circularam gírias específicas do público da noite, viu-se um esboço do culto ao DJ e foram impressos flyers com referências divertidas ao "mundinho" (nome da minúscula cena eletrônica na época) e um novo código de se vestir se espalhou, pautado pelo exagero (a "montação", copiada dos travestis).

Os anos 90 viram o nascimento de várias estrelas nas cabines de som, com atenção especial aos meninos do drum'n'bass que levaram a música eletrônica puxada no tempero do samba para a sua primeira parada internacional, Londres. Com trecho de "Carolina Carol Bela", de Jorge Ben e Toquinho, a música "LK" lançada em 2002 por Marky (foto menor) e XRS, se tornou o primeiro grande hit para exportação da eletrônica verde-amarela.

No final da década passada, clubes e festas eletrônicas do país começaram a receber público cada vez maior, abrindo espaço para que grandes marcas se aventurassem no mercado. Estreava nesse contexto o Skol Beats, festival que chegou a reunir 60 mil pessoas em 2006.

Hoje ao vermos o produtor Gui Boratto (foto) cruzando o mundo com seu techno melódico em megafestivais como o americano Coachella, é difícil acreditar que os pioneiros do gênero, o duo paulistano Habitants, tenham dado o pontapé nessa história em 1993. "Pontapé", aliás foi o primeiro blockbuster do techno brasileiro, lançado internacionalmente pelo paulistano Renato Cohen, em 2002.

Dos primeiros discos tocados por seu Osvaldo Pereira, DJ que abriu a porteira da profissão em 1958, fazendo bailões em São Paulo, até a oficialização do Sindicato dos Disc-Jóqueis e Profissionais da Cabine de Som, que está prestes a lançar sua polêmica carteirinh (à la Ordem dos Músicos do Brasil), lá se vão 51 anos.

Diz que o número é uma boa idéia. A gente espera que ela continue a se espalhar.

Por: Cláudia Assef* - Cena Eletrônica (encarte especial da revista Rolling Stone/abril)
* Claudia Asseg é autora do livro "Todo DJ já sambou". Além de blogueira e DJ, ela é editora executiva do portal vírgula

LEIA MAIS [...]

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A Música Eletrônica, de Thomas Edison aos Mash-ups

O som que começou como uma experiência científica evoluiu, dividiu-se em subgênero e ganhou status de arte.

Música de robô. Bate-estaca. Música sem alma. Bateção de lata. Esse é o tipo de palavreado frequentemente usado para diminuir a importância da música eletrônica na nossa época.

Por mais que doam nos ouvidos, os tais "xingamentos" passam longe de serem mentirosos. Afinal, a música eletrônica nasceu de máquinas mesmo. Mas, dominando-as, estavam gênios de carne e osso, que se não tivessem alma nunca teriam levado adiante seus sonhos malucos.

A música é uma das formas de arte mais antigas da humanidade. Mesmo assim, foi só no século 19 que se criou uma maneira de reproduzi-la eletronicamente. Antes de Thomas Edison patentear o fonógrafo, em 1878, ela só podia ser apreciada ao vivo, com músicos e ouvintes num mesmo recinto. Ou seja, forçando um pouquinho, dá pra dizer que toda música que é reproduzida (seja por um radinho de pilha ou por um super sistema de som) e não tocada ao vivo acusticamente é em essência, eletrônica.

Hoje é fácil se perder na imensa quantidade de rótulos da música eletrônica. Mas até chegar a preciosismo de subgêneros como electrohouse, dub step, minimal techno alemão e até brazilian drum'n'bass, muitas válvulas foram queimadas, literalmente. Gênios como o professos russo Léon Theremin, que em 1928 criou o instrumento que ganhou seu nome, e o americano Robert Moog, inventor do sintetizador que abriu espaço eletrônico até no rock, devem ser lembrados e reverenciados até hoje.

Com sonoridade de trilha de filme de ficção científica, o Theremin ainda causa estranhamento quando é executado ao vivo, já que o músico manipula o instrumento à distância, como se estivesse fazendo uma mágica. Em 1971, quando quatro alemães de Dusseldorf resolveram se unir para gravar em disco seus experimentos com sintetizadores e outras máquinas, muita gente deve ter achado que se tratavam de alienígenas. Na ativa até hoje, com apenas um dos integrantes da formação original, o Kraftwerk (foto) é para a eletrônica o que os Beatles são para o rock. Foi a primeira vez que o gênero, antes reservado a músicos e apreciadores de música erudita, ganhou apelo pop e chegou às massas.

Se a pista de dança virou o local preferido dos seguidores da música eletrônica, há que se estudar suas raízes, fincadas, é claro, na disco music, especialmente na produzida pela dupla Donna Summer e Giorgio Moroder. O produtor italiano deixou sua marca futurista mais forte no som da diva no hit "I Fell Love", de sonoridade extremamente moderna até hoje. Moroder é um nome que vale investimento à parte, se a idéia dor mergulhar a fundo nas batidas eletrônicas.

Nos anos 80, o som do Kraftwerk já havia percorrido o mundo, e não foram poucas as reações artísticas à sua música. Na Inglaterra, o som robótico ficou mais pop, dando origem ao technopop de grupos como Depeche Mode, Yazoo, Soft Cell e New Order. Enquanto isso nos Estados Unidos, nasciam gêneros calcados nas batidas eletrônicas: em Chicago, a disco ganharia contornos hipnóticos e repetitivos para dar origem à house; em Detroit, cidade da gravadora Motown, a herança da soul music tornou-se uma das marcas fortes na criação do techno; enquanto em Nova York, Afrika Bambaataa e o DJ Grandmaster Flash juntaram James Brown e Kraftwerk para criar o electro.

Nos anos 90, vimos a massificação da música eletrônica, transportada de Nova York a Nova Délhi nos cases dos DJs. Principal divulgador das batidas eletrônicas, o disc-jóquei ganhou status de superstar e passou a arrastar multidões cada vez mais impressionantes. Uma das figuras que mais simbolizam esse fenômeno é o inglês Fatboy Slim, que chegou a reunir 250 mil pessoas num show gratuito em Brighton, sua cidade natal.

Hoje não é preciso nem ouvir música para entender a dimensão que o universo da eletrônica ganhou. Se palavras como "remix", "mash-up" (que nasceu da fusão de duas ou mais músicas), "DJ" e "chillout" fazem parte do seu vocabulário, é porque a música eletrônica já está no seu DNA e não precisa nem fazer exame para comprovar.

Por: Cláudia Assef* - Cena Eletrônica (encarte especial da revista Rolling Stone/abril)
* Claudia Asseg é autora do livro "Todo DJ já sambou". Além de blogueira e DJ, ela é editora executiva do portal vírgula

LEIA MAIS [...]